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Nossa vanera,
de Elizeu Vargas Capim

 

13/11/2008 16:59:33
GAUCHADA DO ENART JÁ TOMA O PARQUE DA OKTOBERFEST!
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Sabe-se que o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, Evento promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul – MTG/RS, tem por finalidade a preservação, a valorização e a divulgação das artes, da tradição, dos usos e costumes e da cultura popular do Rio Grande do Sul (Art. 1º do Regulamento do Enart - http://www.mtg.org.br/regulamento%20artistico.doc); que, em atendimento à Filosofia Tradicionalista do próprio MTG/RS, especialmente aos postulados da sua Carta de Princípios, os quais determinam “cultuar e difundir nossa História, nossa formação social, nosso folclore, enfim, nossa Tradição, como substância basilar da nacionalidade”, “promover no meio do nosso povo uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho”, “criar barreiras aos fatores e idéias que nos vêm pelos veículos normais de propaganda e que sejam diametralmente opostos ou antagônicos aos costumes e pendores naturais do nosso povo”, “preservar o nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares”, “zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais” (itens III, V, VI e XX, respectivamente), todas as artes, usos, costumes e os aspectos da cultura popular ali apresentados devem ser representativos da Tradição Gaúcha do Estado Garrão do Brasil, ou seja, devem estar baseados nos bons costumes, na moral e no recato dos gaúchos interioranos sul-rio-grandenses, transmitidos de pai para filho, pelo tempo, até os nossos dias, de forma espontânea, contínua, reiterada, e dentro dos limites do Estado do Rio Grande do Sul. Sabe-se, ainda, que esse Festival Tradicionalista Gaúcho Sul-rio-grandense, o ENART, tem por objetivos a promoção de um intercâmbio cultural com todos os participantes das diversas regiões culturais sul-rio-grandenses, uma vez que há naturais diferenças regionalistas entre os gaúchos do Estado, a serem respeitadas, como, p. ex, as peculiaridades próprias da Serra, do Litoral, da Campanha, do Planalto, das Missões e da Fronteira, além de propiciar uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho, entre todos os que dele participam (Art 1º do Reg. do Enart); que objetiva, ainda, a projeção da cultural popular e tradicional – portanto, popular desde que tradicional – do Rio Grande do Sul, no âmbito regional – de cada uma das diversas regiões sul-rio-grandenses – e estadual, abrindo perspectivas de amplitude além das fronteiras do Estado (Art. 2º, item II) – o que significa que a perspectiva é de projeção voltada, especialmente, aos demais Estados do Brasil, uma vez que não caberia impor a Tradição Gaúcha do Rio Grande aos demais países platinos, por uma questão de respeito às diversidades culturais próprias dos “gauchos” argentinos e uruguaios, atrocidade esta pretendia pelos integrantes do Mercado Mercosur – o velho e batido mercado sem fronteiras -, por meio de uma criminosa e inescrupulosa falácia batizada de “integração cultural”; que o Enart visa a promoção da harmonia, da verdadeira integração – isto é, da reunião de diversos regionalismos, em salutar intercâmbio cultural, onde todos divulgam e bem representam a sua Cultura Regional-tradicional – sem lugar para a projeção da vaidade e dos perniciosos personalismos, entre os participantes do evento (item III do Art. 2º do Reg. Enart); que um dos objetivos do Enart, conforme o item IV do seu Regulamento, é o de valorizar o artista amador do Rio Grande do Sul – não os artistas comercialistas ou profissionais, que por meio do poder econômico das suas gravadoras e patrocinadores aproveitam-se de um Evento do Tradicionalismo para venderem as suas modas, os seus ritmos e os seus conteúdos em nada Tradicionalistas do Rio Grande do Sul – com o fim de evitar-se as atitudes pessoais ou coletivas que venham a deslustrar os sagrados princípios da Formação Moral do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense; que o Enart, nos termos do parágrafo 2º do art. 4º do seu Regulamento, objetiva que o uso da Pilcha Gaúcha típica e tradicional dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul – e, portanto, não as invenções dos modismos influenciados pelos interesses de mercados externos – venha a ser usada por todos os participantes, durante a realização desse Evento Cultural Regional-tradicionalista gaúcho, seja por patrões, dirigentes, organizadores, integrantes de comissões, participantes, concorrentes, com a Diretoria do MTG/RS tomando todas as medidas necessárias para o cumprimento desse dispositivo cultural-tradicionalista, sendo facultativo o uso dessa indumentária tradicional e típica dos gaúchos campeiros do Rio Grande apenas para o público assistente, uma vez que este não tem a responsabilidade que os Tradicionalistas Gaúchos têm de bem cultuar, preservar e corretamente divulgar o Patrimônio Sociológico do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense; que desse Evento Cultural-regional-tradicionalista gaúcho participarão somente aqueles filiados ao Sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado que se propuserem a obedecer ao Estatuto e aos diversos regulamentos do MTG. Contudo, sabe-se, também, que nem todos aqueles que participam do Enart conhecem a Filosofia do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, os seus princípios tradicionalistas e os seus fins culturais; que muitos só usam a Pilcha Gaúcha Tradicional dos Campeiros Sul-rio-grandenses por ocasião das apresentações artísticas; que inúmeros integrantes das Entidades Tradicionalistas concorrentes nem a necessária consciência tradicionalista gaúcha sul-brasileira possuem; que, por exemplo, muitos deles, logo após descerem dos palcos, estarão de bermudas, tênis, chinelos, boinas não tradicionais do Estado, bombachas não representativas da verdadeira Tradição Gaúcha do Rio Grande, chapéus R. Oliver, chaparral, “country”, bonés e camisetas com frases estranhas à cultura regional sul-rio-grandense; que outros estarão pilchados, para a frustração de eventuais turistas e dos Tradicionalistas Gaúchos, como autênticos uruguaios ou argentinos, com camisas pretas, vermelhas, de cores fortes, lenços estampados, “rastras”, cintas, chapéus brancos e de copa alta ou boinas coloridas, em total contraste com os objetivos culturais, regionais, tradicionalistas, do evento, e as Diretrizes do próprio Tradicionalismo que os mesmos integram; que se escutará música sertaneja, “Tchê Music”, lambadas, axés, forrós e outros ritmos não tradicionais dos gaúchos do Rio Grande, nos acampamentos do Enart, como se ali fosse ou pudesse ser um desses Bailões comerciais ou uma dessas Festas Raives, onde o que importa é o rendimento final da fatura resultante dos artifícios sintéticos ali comercializados ou da eclética e voraz bilheteria; e, ainda, o comércio de artigos que nunca forma, não são e jamais poderão ser tidos com da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul; enfim, esperamos que esses lamentáveis procedimentos verificados em anteriores Encontros de Arte e Tradição do Rio Grande do Sul não venham a se repetir nesta edição de 2008, em respeito aos fins culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho organizador, o MTG/RS, e para a honra, o culto, a preservação e a adequada divulgação das autênticas Tradições Regionalistas do Povo Gaúcho do Sul do Brasil!
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