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Paixão Côrtes:
Gaúcho Velho

 

24/08/2007 20:55:50
ECOSSISTEMA - SOS AOS FARROUPILHAS
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Paulo Moacir Ferreira Bambil

 
Meu verso não é pra tolo
Que se acha evoluído
Sou mesmo meio atrevido
Fazendo minhas poesias
Para os Joãos e Marias
Estes sim são eruditos
Embora estejam solitos
Restando-lhes o consolo
De fazerem parte do bolo
É o enfeite mais bonito!
 
Frágil ecossistema agrura
Nos pequeninos banhados
Estão ficando destroçados
Estes berços importantes
O destino não lhes garante!
Existência muito longa...
Neste choro de Milonga...
Com o pé na sepultura
Assolados pela orizicultura
Não acompanha a demanda.
 
Vida lacustre e campesina
Do Erechim a Patagônia
Perdia só para a Amazônia
Já se vão duzentos anos
Destruídas pelos colonos
Digo em poema pra ti
Primeiro morto foi Gravataí
Seguido por Santa Catarina
Na crueldade da chacina
Que ocorreu por aqui...
 
Eles não mermaram solito
Banhados de boa forja
Entre Itaqui e São Borja
Conhecido por São Donato
Engrossou este relato
Upamaroti em Dom Pedrito
E São Gabriel ficou ralito
Inhatinhum resta só caco
Sofrendo nesse mau trato
Sumiu tudo estamos frito.
 
Há pedaços do Taim e,
Santa Vitória do Palmar
O assoreamento, afinal,
É um fato da natureza
Mas o homem com certeza
Arrancando junco e capim
Está decretando o fim...
Com sua ação predadora
Ao invés de ser protetora
E a coisa vai indo assim.
 
Não soluciono o problema
Mas continuo empenhado
Até o Ratão do banhado...
Jacaré-do-papo-amarelo,
Lontras, perderam o castelo,
Capivara e outros roedores...
População destruída a tratores
É os sem teto do ecossistema
Isto não se traduz em poema
É a tragédia aos moradores.
 
A cadeia alimentar e da vida
Na terra, água e até no ar 
Com o tempo vai se findar
Pois uns dependem dos outros
Não se salva nem os potros
Tudo está enrolado em falácia
As algas e caramujo Pomácea
Quase acabados a inseticida
Tornando os mariscos suicidas
Ao ingerir droga dessa farmácia
 
E por falar em vida aérea...
Cadê a nossa Coscoroba?
Não pousam mais nas perobas
E o Cisne-do-pescoço-preto?
Não engrossa mais o coreto
Estes não sumiram sozinho
Ali já não fazem seus ninhos
Nem quando estão de férias
Todos estão passando miséria
Quiçá! Os outros Passarinhos.
 
O papel do meu Rio Grande
Na sinfonia da vida em guerra
A natureza nos deu a terra...
Pra nos fazer o costado
Então vamos cuidar o banhado
Podemos outros construir 
Para que possamos contribuir
Nem precisa que nos mande
Pra chimarrear com matambre
Preparando um justo porvir!
 
No Sul é o encontro de aves
Vindas até da Groenlândia
Visitas vestidas de mandria 
Influenciadas pelas águas
Passeiam em nossas plagas
Sem lugar pra fazer festas
Quase não há mais floretas
Nesse encontro de comadres
De casamentos sem padres
Mas as uniões são corretas.
 
Matas exterminadas lentamente
Num fenômeno sem quântica
Esvaiu-se a Mata Atlântica
Ações de estranha perfídia
Acaba-se a casa de orquídeas
Beleza que atrai os insetos
Estes condutores seletos
De polens e até sementes
Trabalham incansavelmente
Sem precisar de decretos.
 
Paraísos Ecológicos do Sul
Ninguém quer que tenha fim
Maravilhas como o Taim,
Por favor, não nos deixe!
Turvo e Lagoa do Peixe,
Aparados da Serra e Aracuri
Muitos outros, que não vi
De baixo deste céu azul
É o meu Rio Grande do Sul
Pois a vida começa aqui.
 
Não falei em aquecimento
Nem na camada de Ozônio
Por estes serem binômios
Já bem sabido do povo
O sol entra meio raivoso
Nesses furos de peneira
E vai derretendo as geleiras
Sem muito constrangimento
Criando Tsunamis violentos
E outras tantas porqueiras.
 
É Deus que começou a cobrar
O aluguel do planeta
Deixando muito sotreta
Com as barbas de molho
Pois Ele esta de olho
Observando com espanto
Estragos no Pago Santo
Com essa poluição do ar
Os que respiram vão acabar 
E o mundo perderá o encanto!
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  Autor: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Poesia enviada Por: Paulo Moacir Ferreira Bambil - Brasília / DF
  Observações: Poesia classificada em 2º lugar no XV FEGARP – Festival de Arte e Tradição Gaúcha, realizado na cidade de Jataí-GO, no Centro de Tradições Querência Goiana de Jataí, no dia 21 de julho de 2007, no Concurso de Poesia Inédita, cujo Tema era O Ecossistema e o Tradicionalismo Gaúcho, uma promoção da Federação Tradicionalista Gaúcha do Planalto Central–FTGPC.

 
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Comentário:
   
 
21/03/2012 15:40:03 ana carolina - paraty / RJ - Brasil
Nosssssa. Que coisinha fofa!
Sítio: *****
09/11/2010 19:48:07 renatinha - goiania / GO - Brasil
Muito legal. Esse, sim, sabe fazer poesias.
Sítio: *****
03/03/2010 14:49:55 mariana - jiquiriça / BA - Brasil
otymo ator
Sítio: *****
14/03/2008 18:59:54 jorgeheiton pereira dos santos - rodrigues alves / AC - Brasil
Bem legal essa poesia. Eu daria nota 1000, pois também me ajudou muito a terminar o meu trabalho. É show! Valeu...
Sítio: *****
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