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Paixão Côrtes:
Chico do Porrete

 

03/09/2007 07:28:35
CLAMOR DOS PAMPAS
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No coração do gaúcho
Mora uma pampa menina
Que tem sabor de pitanga
E cheiro de caraguatá
Traz nos cabelos cacheados
A cor do trigal dourado
E corre em suas veias
O rio Ibirapuitã...
 
Na tradição do gaúcho
Vive uma alma campeira
Que rejeita cancelas
Transcende as fronteiras
Galopa as distâncias
E carrega o lamento
Da terra sofrida
Que clama por paz...
 
É o campo falando
Pela voz do vento
No doce balanço
Que agita os trigais
 
É a sanga que chora
Na quietude da tarde
Na lenta agonia
Dos peixes que morrem 
Nas águas poluídas
A caminho do mar
 
É a mata que geme
Ardendo em queimadas
Pela mão que mata
Sem nada sentir...
 
E tu campesino
Semente brotada
Do ventre da terra
Que em tempos passados 
Peleastes na guerra
Pra ser hoje o dono
Da pampa menina 
 
Fostes a simbiose perfeita
Do homem simples com a terra
Plantavas teus sonhos
Na curva do rio
Jogando um vistaço
Além das planuras
Pedias a Deus
Pra afastar o estio
 
Farejavas o cio da terra
Pisando firme no chão
Sentia as manhas do vento
Quando vinha retovado
Bem longe de trás dos montes
Arrepiando os horizontes
Pra deitar no lombo da geada
 
Tudo estava em equilíbrio
Até chegar o progresso
O homem por teimosia
Ou estranha trangenia
Apagou de sua mente
Que a terra que tanto ama
Faz parte do meio ambiente
 
E este anda ameaçado
Por nossa intransigência
E andamos mui assombrados
Com o aquecimento da terra
É o medo que vem dos pólos
E chega sombreando a alma
E nos leva a pensar...
 
Que tipo de herança
Queremos deixar
Às nossas crianças?
O mundo tem pressa
Que mudem as consciências...
 
De certo foi o apego
Tão grande pela querência
Que floresceu nas conciências
Um desejo coletivo
De manter a tradição
Reverenciando a cultura
Com um grande movimento
Uma espécie de testamento
A todas as gerações
 
E está na mãe natureza
Esse grande patrimônio
A várzea, a sanga e a mata,
O minuano que assovia
A erva-mate que um dia
O gaúcho consagrou
O cavalo companheiro
O mais precioso parceiro
Que o homem já aquerenciou
 
Na tradição do gaúcho
Entreverados estamos
A todo o ecossistema
Em vez de plantar deserto
Nessa nossa caminhada
Porque não abrimos trilhos
Na alma dos nossos filhos
Com valores culturais
Pra que vertentes de sonhos
Se transformem em mananciais
 
O pampa hoje dorme em paz
Todos os clarins se calaram
Mas temos na tradição
Histórias de amor e guerra
Que estes versos criem asas
Que sejam um hino à vida
Também às nações estranhas
“Pra que sirvam nossas façanhas
de modelo a toda a terra”!
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  Autor: Camila Magalhães Madalena
Poesia enviada Por: Maria Beatriz Magalhães - Brasília / DF
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24/08/2012 15:26:45 rafaela - alegrete / RS - Brasil
Ok! Linda! Aprovada.
Sítio: http://rafa
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