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Os Tiranos:
Tudo que tenho, de Ângelo e Ricardo Marques,
João Sampaio e Silvestre Araújo

 

30/09/2007 20:24:16
BAIO GATEADO
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Sinal sete sete quatro.
Marca jota-cê barrado.
Meu pingo baio gateado
Tapejara da fronteira.
Cabeça esperta, faceira, 
Pede boca e não dá trégua.
Seu dia tem doze léguas
De pura marcha estradeira.
 
Não montei melhor cavalo
Andador de contra-passo.
Bom de boca e campeiraço, 
Cincha solito um novilho.
Apartei-o ainda potrilho
Pra ser cavalo de lei.
E, cavalo que eu domei
Se apresenta pro lombilho, 
É quebra o baio gateado...
E qual gateado não é?
Mas não me deixa de-a-pé
Nem refuga campeireada.
Já quebrou muita geada, 
Já empurrou muita porteira, 
Já varou noites inteiras
Em surungos de ramada.
 
Guasqueei, pra ele, umas garras
Num mês de julho chuvoso.
Gaudério, mas caprichoso, 
Me orgulho do meu gateado.
Sou pachola e entonado
Porque sei que o chinaredo
Comenta, apontando o dedo: 
-Lá vai o baio gateado!
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  Autor: Iberê Machado
Poesia enviada Por: Rafael Valério - Mafra / SC
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07/09/2009 19:00:38 jorge prates - uruguaiana / RS - Brasil
As prendas gostam demais de ver o seu pretendente, quando chega sorridente, numa manhã de domingo, montado naquele pingo enfrenado com capricho!
Sítio: *****
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