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19/10/2007 11:53:59
ÍNDIO VAGO
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Indio vago, quem és?
Que a beira dos capões,
fugindo aos clarões
dos brancos luares,
de olhos nervosos,
chispantes, curiosos,
espias o monte
beijando o horizonte;
ao longo da estrada,
vermelha, batida
de raios de sol,
contente da vida
tropeias boiadas
no alvor do arrebol!
Indio vago, quem és?
 
2- Que tens no cabelo
a flor da flechilha
das velhas taperas,
silent'escondidas
por trás das coxilhas
no verde das heras;
que trazes no peito,
valente, vaqueano,
a força, o direito,
o gemer do Minuano;
na cinta de couro
fivela de ouro,
adaga e pistola;
no pingo arreado
de aperos prateados
rodilhas de laço,
presilhas de bolas;
de pala chasqueando,
bombachas bem largas,
chilenas cantando
nas duras ilhargas
do flete ligeiro!
Indio vago, quem és?
Que dormes no arreio
á guarda do cusco
fiel companheiro
que ronda os rodeios
e uiva tristonho
nas noites de lua!
Índio vago, quem és?
Que sina é a tua,
puxar a sanfona,
trazer a "Sia Dona"
pra dentro do rancho?
 
3- Vamos, te espande,
campeiro valente,
caboclo viril.
Teu nome? Tua história?
"Eu sou o Rio Grande,
a espada de glória
do imenso Brasil!!!"
Disse-me o índio
E adormeceu sorrindo
Entre os farrapos
de uma tradição!...
Pelas coxilhas
se deitava o sol
iluminando
aquele tipo escol
Que vive anônimo
no meu rincão!!!
............................................................................
  Autor: Lauro Rodrigues
Poesia enviada Por: Maria da Graça Rodrigues - Porto Alegre / RS
  Observações: LAURO RODRIGUES foi radialista, jornalista, político por acidente, mas Poeta por excelência. Cinco vezes na Feira do Livro com os poemas de protesto na sua obra literária "A Canção das Águas Prisioneiras".

 
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