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Walther Morais:
Pra ser feliz no Sul

 

19/11/2007 20:45:18
DOM JAYME, COM TIO ANASTÁCIO
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Entre a ponte e o lajeado
Na venda do Bonifácio
Conheci Tio Anatáscio...
E todo qüera já sabe
O que vem a seguir.
 
Só não sabe o que de fato
Se sucedeu neste ato
Dum lado o Tio Anastácio
De outro Dom Jayme Caetano
Um mui quebra em tordilho
Outro: mui talento no estribilho.
 
Pois de fato...  um narrava a história
E o outro era parte dela
Ambos hoje fazem história,
São partes do Rio Grande de glórias.
 
E os que vêm, querem saber
Porque viveram tão pouco,
Porque se foram ao tranco
Do nosso chão querido.
 
Pois lhes digo, Dom Jayme:
Aqui em baixo
Querem dividir a estância
Como uma mangueira velha,
Dum lado vai as ovelha,
Doutro só fica o matambre gordo;
Cousa de guasca mui loco.
 
Seria a mesma cousa
Se fosse fazer
Duas hitórias;
A primeira dos Farrapos e paysanos.
E outra após Jayme Caetano.
 
Pois é tchê,
Muito xiru velho e triste
Querendo não ser um riste
Pois sempre foi gaúcho macho
Sabendo que sempre foi guacho
Pois nasceu neste chão querido
Se sente muito ferido.
Mas lhes digo paysano
Que pampa, estância e querência
Estão no DNA do gaúcho.
 
E as prendinhas e os moçitos
Que na primeira invernada da vida
Não querem mais nada
Querem declamar pelos rodeios
Tio Anastácio, Galo de Rinha e Negrinho do Pastoreio.
 
Hoje somos todos Órfãos de Mãe Preta
Somos parte deste Piazedo
Que te conheceram através da letra
E que hoje é o guri mais pobre
Pois se descobre
Quase incapaz
De fazer versos como tu faz.
 
Se foi o paysano, se foi....
Foi viver noutras estâncias.
Escutar violão, cordeonas,
Fazer parte das querências
Do Patrão de todas as estâncias.
 
Dois anos se passaram, Dom Jayme.
Ficaste Imortal
Ainda dizem que tu és filho
De São Luiz Gonzaga,
Que nada, tchê.! Tu és o frontal
Daqui e dali, tens tua marca.
Em muitos, ou melhor em todos
Os Ctgs deste chão mundial.
 
Não tens fronteira
Castelhana brasileira
Na mais distante lonjura
És a mais linda mistura
Tradição e cultura
Nobre estirpe da pampa
Nobre estirpe campeira!
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  Autor: Flávio Rasia Filho
Poesia enviada Por: Flavio Rasia Filho - Caxias do Sul / RS
  Observações: Julho de 2001.

 
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02/09/2014 18:27:52 Luiz Antonio Garcia Poeta - São jerônimo / RS - Brasil
Um caudilho que sempre soube retratar o seu Rio Grande, desde as Palmeiras até as Missões, sempre soube expressar a simplicidade desta raça rio-grandina: Jaime Caetano Braum, poeta escritor e gaúcho. Muito bem soube traduzi-lo.
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14/05/2013 17:43:40 marcia - lavras do sul / RS - Brasil
Bah, chê! De fundamento! Parabéns!
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