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Grupo Rodeio:
Deus Gaúcho, de Régis Marques

 

21/11/2007 16:51:12
REMINISCÊNCIAS DO PAGO
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Recordo-me, com lágrimas nos olhos,
dos bons tempos do  velho pago.
Frio de renguear cusco, o chimarrão,
fogo de chão e o aconchego do rancho.
Coisas que ficaram na memória,
causos, adágios, um pouco de história,
as lidas no campo, o potro matreiro
e o meu velho cão perdigueiro.
Este, meio surdo, tava sempre distante,
mas na hora do pega-pra-capá...
Lá estava ele, faceiro e empertigado,
reforçando o mui acertado ditado:
"Se não parece com o dono, é roubado!".
A gaita ponto atirada no canto,
meio desbotada, mas sempre a jeito,
pronta pra florear uma vanera,
uma milonga ou até um chamamé.
O petiço, resfolegando, mas encilhado,
louco pra trotear, buscar algum redomão
embrenhado num capão da coxilha!
E aquela morena faceira, formosa,
que sempre me despertou o instinto...
Bem, hoje me faz companhia,
alegra o que resta do meu viver
e adorna minhas reminiscências!
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  Autor: Décio Mallmith
Poesia enviada Por: Décio Mallmith - Porto Alegre / RS
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