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Cassiano Mendes:
Alma de Gaúcho

 

21/02/2008 18:32:31
AMOR ETERNO
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Entre os amores que eu tive
Houve um que feriu profundamente
O coração deste gaudério.
Foi um amor assim diferente,
No qual somente eu
Soube dar valor aos sentimentos.
 
Eu era jovem...
E ela, tão linda,
Linda como uma flor.
Tão meiga, tão sensível,
E parecia ter sido feita para este peão,
Que quando a viu, pela primeira vez,
Sentiu algo inexplicável,
Algo que com o tempo
Se tornou puro amor.
 
Amando em silêncio,
Com medo de expor seus sentimentos
Para a prenda de sua vida,
Foi guardando consigo aquela paixão,
Pois sabia que ela 
Não seria capaz de entendê-lo,
 
Por algum tempo
Ele conseguiu disfarçar o que sentia.
Até que um certo dia,
Sem ter mais como esconder
Aquele sentimento que aquecia o seu peito,
Resolveu abrir o seu coração
Para a prendinha amada.
 
E o que este peão mais temia, ocorreu.
Não foi compreendido,
E sim mal entendido,
Pois aquela guria
Por ele nada sentia,
A não ser amizade.
 
Quando escutou aquilo
Dos lábios de seu amor,
Se pôs a chorar loucamente;
E seu peito, que antes sentia aquecido,
Agora, está ferido
E frio, frio como o gelo,
Pois vivia para amar.
 
Nada tinha mais valor,
O sonho havia acabado,
Pois quem ele queria ao seu lado
Tornou-se incapaz de correspondê-lo.
E sem ter mais ânimo para falar,
O que passou em sua mente
Foi a própria vida tirar.
 
Por um instante pensou
No que deixaria pra trás:
Sua vida no campo,
Sua família e os animais,
E aquela linda guria,
Que poderia não ver jamais.
 
Então, tomada a decisão
De que não valia a pena deixar o mundo,
Montou em seu tordilho
E pegou o rumo de casa.
Ainda sem tirar da memória
O que ouviu de sua amada,
Sentiu seus olhos molhados;
Quis segurar suas lágrimas
Mas não conseguiu,
Pois os sentimentos,
Ah! Os sentimentos,
Estes sim são mais fortes;
E por eles vale tudo,
Até mesmo chorar.
 
Quando a encontrou novamente
Sentiu no peito um laçaço;
E aquele forte guascaço
Quase que o derrubou.
Mas agora, sem medo de se expressar,
Resolveu falar o que ainda não havia conseguido dizer.
 
Tu, somente tu, prendinha,
Conseguiu mexer comigo, profundamente.
Tu és tudo em minha vida.
Cada vez que estou perto de ti
Me sinto feliz;
Só por estares ali,
Do meu lado,
Onde eu possa te ver a cada instante,
Sabendo que posso te proteger se for preciso,
Pois vivo pra ti, somente pra ti,
Mesmo sabendo...
Que tu não podes ser minha.
 
Vou te esperar, prendinha,
Pois como gaúcho que sou,
Valente, confiante,
Tenho esperança que um dia
Tu irás entender meus sentimentos;
Pois todo mundo ama nesta vida,
Todo mundo chora,
E quando tu passares
Pelo que estou passando
Quero que sejas correspondida,
Mesmo sabendo que isso, vá doer em mim,
Porque não quero vê-la sofrer,
Meu amor! 
 
Sigas tua vida, minha flor,
Que eu seguirei a minha;
Só quero tua felicidade.
Mas se algum dia,
Tu achares que deve ser minha,
Estarei te esperando, prendinha,
Pois o que sinto por ti
Não é um amor passageiro,
E sim um amor,
Eternamente verdadeiro!
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  Autor: Jeferson Monteiro
Poesia enviada Por: Rafael Nodari - Carazinho / RS
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