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Paixão Côrtes:
Gaúcho Velho

 

04/03/2008 12:59:18
MATE DA MADRUGADA
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Jurema Chaves

 

Sou um soldado do verde

Pampeano, sim, e não nego!

Vou à luta, não me entrego,

Morro queimando cartucho

Pelo Rio grande gaúcho,

Hino de amor que carrego.

 

Defendendo a natureza

Com garras de potro alçado,

Um espelho d’água sagrado,

Riacho da minha infância,

A balançar em ondas mansas,

Pequeno barquinho a velas.

Sou Colombo em caravelas

Transportando a esperança.

 

O verde da minha terra

Encantam meus olhos mansos,

No lago, doce remanso,

Os peixes brincam sem medo...

E, na sombra do arvoredo,

Uma orquestra de pardais,

Emplumadas vozes de cristais

Encantam nosso viver!

Eu não consigo entender

Porque o homem desmata,

Tirando o verdor das matas

Por ambição e poder.

 

Crianças da minha terra

Vamos já cuidar com carinho

Do pequeno passarinho

E da flor que nasce a lo-largo.

Que as rodas de mate amargo

Sejam prece em comunhão,

Com seivas do coração

Semeando amor nesse pago.

 

E que possamos beber

O céu na concha da mãos

Em sublime devoção

No espelho das vertentes,

A natureza contente

Matizando em profusão;

Andorinhas mensageiras

A drapejarem bandeiras

De asas na imensidão.

Borboletas-fantasia

Brincam na colcha do dia

Semeando cores no chão.

 

Fazer do meu pago sul

Um cenário de beleza

No altar da natureza

Com a alma ajoelhada.

Ter seresta e passaradas,

As flores beijando estradas,

Revoada de beija-flores

Sorvendo essência de amores

Numa brisa perfumada,

Enquanto chia a cambona

Pra o mate da madrugada!

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  Autor: Jurema Chaves
Poesia enviada Por: Jurema Chaves - São Leopoldo / RS
  Observações: Poesia do Livro Versos de Amor à Terra, da autora.

 
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