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Deus Gaúcho, de Régis Marques

 

11/03/2008 14:17:02
MARTIM PESCADOR
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Jurema Chaves

 

Lá vai Martim, pescador,

Navegando em águas turvas,

Bebendo o sol entre as curvas

Do rio tristonho, esquecido;

Pescando um sonho perdido,

Uma esperança escondida,

Que possa salvar as águas

Desse rio, que é sua vida.

 

Lá vai Martim, pescador,

Sobre as águas faz cadência

Para acordar a consciência

De toda a Humanidade,

Que salvem as águas do Sinos,

Esse nosso rio menino,

No coração da cidade.

 

Vai-e-vem, sem desistir,

Sobe-e-desce na procura:

- Que voltem as águas puras.

Seu olhar é um desafio.

E sobre o leito vazio

Derrama seu coração,

Chorando a poluição

Que está matando seu rio.

 

E o Martim, pescador,

Valente, tenta salvar

O rio que aprendeu a amar

Num espelho de águas mansas;

A cuidarem do meio ambiente,

Para a natureza contente

Reflorescer de esperanças.

 

Esse sonho se projeta,

Meu valente pescador,

Se Deus quiser dará certo

Esse teu gesto de amor.

 

Creio em Deus que algum dia

Teu rio fará cachoeiras,

Teu barco nas corredeiras

Deslizará com entono,

Em mornas tardes de outono,

Nos verões de sol mais lindo,

Os peixes escapulindo...

Tua batalha vencida.

E no rio da tua vida

O sonho se repetindo...

E o Martim estende a rede;

E adormece, sorrindo!

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  Autor: Jurema Chaves
Poesia enviada Por: Jurema Chaves - São Leopoldo / RS
  Observações: Do Livro "Versos de Amor à Terra", da autora.

 
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