Usuário:
 
  Senha:
 
 

Baitaca:
No meio dos Quatro Ventos

 

14/03/2008 15:51:05
MENSAGEM DE AMOR
............................................................................

Jurema Chaves

 

A tarde soluça sangrando o horizonte,
Tingindo de rubro os flancos do céu;
Entre perfumes da brisa, que disfarçada desliza
No verde dos pastiçais,
Há uma magia nessa luz entardecida,
Que vem ancorar em mim uma saudade antiga,
Que há muito já se fez cantiga
Na voz dos tempos que voltam jamais!

A chama das lembranças se agigantam,
A beber miragens em estradas nuas,
Onde a lua branca vai tecendo rendas,
Respingando prata em minha janela;
E a inquietude vai criando asas,
Procurando abrigo aqui e ali,
Ouvindo soluços da noite despida,
Vazia de vida, vazia de ti!

Na mansidão das noites vazias,
Que em rebuços vou buscar abrigo
No altar ausente do teu peito amigo,
Na muda oração do teu abraço,
Sentindo os beijos invisíveis que derramas,
Como estrelas reascendendo chamas,
Iluminando os caminhos por onde passo!

Busco a tua paz nos meus silêncios
E o pensamento traz o teu semblante,
Tornando perto o que está distante,
Assombrando o sem fim da madrugada.
Não posso aceitar que, impunemente,
De tudo o que ontem fomos, hoje
Não reste nada!

Preciso acreditar que existe ainda
Uma força de amor que não se finda,
Um anjo azul que esteja me esperando,
Quando a luz crepuscular adormecer,
Guardando um ninho em seu regaço;
E eu pousarei em seus abraços,
Num setembro amanhecer!

Crer na promessa dos teus olhos mansos,
Ternos, suaves como a cor da paz,
Onde há um quê, de não sei quê, que me impulsiona
- Força divina, que transcende em nós,
O poder da natureza, encantadora magia,
Que transforma em poesia cada gota de sereno -
Pranto que a noite soluça,
Molhando o rubro da flor;
E se vão formando reticências,
Sonorizando a cadência
Da nossa história de amor!

Que venceu os desenganos,
A força xucra dos anos,
Sóis, geadas e frios;
A correnteza dos rios
E ressacas de oceanos,
Pra ser mensagem divina,
A paz de uma oração;
E ser, acima de tudo,
Num céu azul de veludo,
Minha estrela-coração!

No dicionário dos anjos
Procuro em vão por palavras,
Que eternizem em meus versos
A paz infinda dos teus olhos tristes
- O poema mais lindo do universo,
Como estrela caída, que a noite em fuga esqueceu
Sobre a flor do malmequer,
E ternura sublimada, a desprender-se calada
Por entre os dedos de Deus;
Carícias de brisas mansas
Encharcadas de fragrâncias,
Embriagando o luar.
Por toda a eternidade,
Serás amor e saudade
Brotando do meu olhar!

............................................................................
  Autor: Jurema Chaves
Poesia enviada Por: Jurema Chaves - São Leopoldo / RS
  Observações:

 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
02/05/2008 00:07:06 ana cristina flor - otacilio costa / SC - Brasil
OLÁ, JUREMA CHAVES! ADOREI SEUS POEMAS... É VOCÊ MESMO QUEM OS CRIA? EU INICIEI MINHA LIDA NO TRADICIONALISMO HÁ POUCO TEMPO... ESTOU FAZENDO CURSO DE DANÇAS GAÚCHAS E PRECISO DE DOIS VERSINHOS TRADICIONALISTAS PARA QUE EU POSSA RECITAR EM UMA DAS DANÇAS, JUNTAMENTE COM MEU NAMORADO... SERÁ QUE PODERIAS ME AJUDAR, ENVIANDO-ME ALGUM... SÃO DOIS VERSOS DE 4 LINHAS CADA UM... OBRIGADO, DESDE JÁ... ESPERO RESPOSTA.
Sítio: *****
Untitled Document