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Sina de Andejo, de Régis Marques

 

06/04/2008 23:46:21
PRENÚNCIO DE TEMPO BOM
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Maria Beatriz Magalhães dos Santos

 

O Patrão da estância grande

Vaqueano na arte da criação

Ao desenhar nosso planeta

Esbanjando inspiração

Fez do Rio Grande do Sul

Uma reserva na estampa

De tudo que há sobre a terra

E até entendeu as guerras

Pela conquista dos pampas.

 

Criou as quatro estações,

Clima pra todos os gostos

O sol dourando o verão

A geada branqueando o agosto.

No outono os frutos maduros.

A primavera faceira.

Trazendo encanto e beleza

Nas vozes da natureza

E no florir da pitangueira.

 

E o homem do canto triste

A dotou como querência

Essa herança divina.

A prendeu a amar a terra

E a entender sua linguagem,

Proseando com o campo

Através da paisagem.

Ouvindo recados que vinham de longe

Na voz do minuano...

 

Protegeu o meio ambiente

Em tempo de paz e guerra.

E nenhuma criatura

Tinha uma relação tão pura

Como o gaúcho com a terra.

 

Em meio a essa harmonia

O homem se confundia

Com os limites da terra.

Fez das coxilhas e sangas

Das matas e da flor do campo

A extensão da sua alma

Descobria na cantiga.

 

Das várzeas e dos banhados

Prenúncio de tempo bom

Adoçava as tardes mornas

Com pitanga e araçá.

E a erva-mate servida

Na cuia do chimarrão

Era mais que uma oração...

 

Mas essas mãos estendidas

Que hoje plantam as sementes

Também fazem concessões

Devastando o meio ambiente.

É a seca rondando o campo

Ou as grandes inundações

Espécies perdidas

Campeando por vida

Em outro habitat.

 

Mas o gaúcho autêntico

Com a terra tem parceria

Tem a vida enraizada

Entre trigo e maçanilha

Traz um inventário pronto

Dentro do seu coração.

De todo o ecossistema

Da nossa pampa serena

Que é a nossa tradição.

 

E foi esse amor nativo

Que brotou por esse chão

Fez da nossa tradição

Prece de louvor à vida

Com canções e poesias

Numa cruzada aguerrida

Despertaremos consciências

Essas armas não poluentes

Que se produz na querência.

 

Mesmo tocando a vida,

Campereando outras querências,

Trazemos em nós a essência

Das coisas que amamos lá.

Na memória das retinas

Cultivamos searas estranhas

Nos campos de Uruguaiana;

Com o pôr-do-sol do Guaíba

Nos convidando a sonhar...

 

Esse amor contrabandeado

Levamos ao globo inteiro,

Plantando em qualquer canteiro

A semente da tradição.

Em contraponto com o mundo

Sob o mesmo céu azul

É o Rio Grande do Sul

É a alma da nossa gente

Que vai inspirar a todos

A cuidar do meio ambiente.

 

Nesta linda invernada

Somos todos estradeiros

Galopando de passagem...

Mas fica nossa linhagem

Que vai prosseguir a lida

Seguindo nossas pegadas...

Vamos plantar as sementes

De amor aos continentes

Pra que sejam cultivadas.

 

E quando desencilhamos

Para apear em outra querência

Um pouco da nossa história

Por aqui irá ficar

Nos passos dos nossos netos

Que enrodilhados de afetos

Contemplarão esta terra

Que um dia aprenderam a amar!

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  Autor: Maria Beatriz Magalhães dos Santos
Poesia enviada Por: Maria Beatriz Magalhães dos Santos - Brasília / DF
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12/06/2008 14:27:13 Saudade - Dor / DF - Brasil
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa; dói morder a lingua; dói cólica e pedra no rim. Mais o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dendista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, e ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o AMOR de um acaba ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguem sabe como deter. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficam mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento! Como frear as lágrimas diante de uma música (aquela música). Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, é ao mesmo tempo querer. SAUDADE é a melhor coisa do mundo. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provalvelmente, esteja sentindo agora depois que acabou de ler! A L.
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22/04/2008 22:20:51 Leticia - Campo Grande / MS - Brasil
Minha linda Poetisa - Patrona dos Românticos -, você nos acostumou mal com as tuas românticas poesias. Beijos da tua admiradora, Leticia!
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16/04/2008 14:02:55 JUSSARA - CANOAS / RS - Brasil
Minha poetisa: vejo que você tem um gosto eclético. Me amarro no estilo, NO ABRIGO DO TEU CORAÇÂO, NO TEU CÉU INTERIOR. BEIJOS! JUSSARA.
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12/04/2008 10:02:14 jaci - natal / RN - Brasil
Beatriz: não saia do Romantismo; sua beleza se encontra na originalidade. (Você é romântica por Natutureza)
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11/04/2008 14:39:02 xx - xx / DF - Brasil
VOCÊ ME FASCINOU:COM O SEU ROMANTISMO (SEU ADMIRADOR)
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