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Walther Morais:
Pra ser feliz no Sul

 

08/07/2008 06:25:41
OS JUJOS SERVEM PARA QUASE TUDO
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Paulo Moacir Ferreira Bambil

 
Existe jujos para todas as curas
Só não encontro pra dor de corno
Bah! Tens que ficar com o adorno
Até que se ache uma solução
Todas as chapueradas do patrão
Nenhuma, até agora, deu resultado
Os viventes ficam abichornados
E nessa situação feia das criaturas
De vez em quando são encontradas
Com o corpo em febre e contraturas.
 
Temos para as pacueras e o bucho...
Principalmente depois das cervejas.
Tome um bom chazito de carqueja
Que o fígado permanece novinho
Mesmo se for um garrafão de vinho
Fazendo estragos nos entriolos
O revertério chega a fazer tijolo
Seja no magro ou no gorducho
Dá uma constipação de monjolo
Levando à casinha este gaúcho.
 
Problemas atinentes ao coração
Não sendo do mal dos cambichos
Esta receita eu te dou a capricho
Sem sofrimento nem maus tratos
Quando estiveres na beira do mato
Olhe, antes de fechar a braguilha,
E procure por um pé de coronilha
Tu podes descascar ela a facão
Para levar, faça maço, em rodilha
Ferva um naco e tome a infusão.
 
Se a gurizada bateu o sarampo
Ou se a catapora vier primeiro
Dê-lhes um chá de sabugueiro
Bem quente, quase pelando,
Que a febre vai se achicando
Deixe os qüeras de quarentena
Por uma temporada pequena
Só uns oito dias que eu garanto
Pois pega nos outros a ventena
Não precisa ficar com espanto.
 
Se as tais pedras dos rins existirem,
Isto arde e dói como corte de faca
Beba chimarrão com pata-de-vaca
Quebra-pedras é bom pra misturar
Pode ser também em forma de chá
O negócio é mijar em abundância
Deixe atento um peão da estância
Pois às vezes têm que partirem
Ou até chamar uma ambulância
Para que os doutores as retirem.
 
Prá sovaqueira ardida e o chulé
É um cheiro que o dono não nota
Basta passar limão bergamota
Bote um pouquinho de adequada
Evite se mexer ou fazer patacuada
Pra tu não sofrer constrangimento
Passe o composto em movimento
Esfregue bem as axilas ou os pés
Repita mais vezes o procedimento
De manhã, cedito, e antes do café.
 
Se a tosse não te deixa de jeito
Com os escarros esverdeados
É muito prudente ter cuidado
Observe o teu preparo físico
Pois às vezes pode estar tísico
Não precisa esquentar a cabeça
Antes que o infortúnio aconteça
Tome guaco com mel e tá feito
O remédio, e não te esqueças:
Tomar chimarrão e boiar direito.
 
Quando o zóio está melando
Amanhecendo cheio de remela
Ficando grudado como tramela
Pingue umas três vezes ao dia
As gotas da flor da Santa Luzia
Tu vai ver até o que não deves
Só eu quero ver se tu te atreves
Fazer o que estou te ensinando
Acredito muito que consegues
Ou tu vai acabar te arruinando.
 
Perebas e feridas infectadas
Lave com arnica e tançagem 
Muita dessa coisa é bobagem
Pensar em outras ziquezeiras
Pois até mesmo uma basteira
Pode ser curado a contento
Com estes jujos no ungüento 
Ainda não foram encontradas
Plantas para curar os lamentos
Dos chifres da mulher amada.
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  Autor: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Poesia enviada Por: Paulo Moacir Ferreira Bambil - Brasília / DF
  Observações: Bueno! Não confies muito nas receitas, vivente! Em caso de qualquer doença meio baguala o médico deve ser consultado! O autor.

 
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