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Os Mirins:
Respeito ao Gaúcho, de Francisco Castilhos e Albino Manique

 

22/07/2008 00:00:25
NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA
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Antonio Francisco de Paula

 

Nos Campos de Cima da Serra

Nos pagos de Vacaria

Um Camponês certo dia

Queimava sua invernada

Estorricada pela geada

Na mais triste judiaria

 

O fogo lambeu as coxilhas

Varrendo léguas e léguas

Transformando em cinzas as macegas

Com a fúria das labaredas

E se apagando de vereda

Junto a um murchão de pedra

 

Numa reboleira de capim

Que o fogo não queimou

O Camponês encontrou

Bem no meio da touceira

Uma imagem de madeira

Da mãe do redentor

 

Trazendo uma inscrição

Bem legível no pedestal

O nome celestial

Nossa Senhora da Oliveira

A santinha milagreira

Oriunda de Portugal

 

Aquele humilde homem

Tomado pela emoção

Prostrou-se de joelhos no chão

Com os olhos rasos d’água

E rezou pra imaculada

Com fervor e devoção

 

Levou a imagem pro rancho

Pra junto de sua família

Contagiando de alegria

Toda gente do povoado

Que vinha de todos os lados

Adorar a santa mãezinha

 

Naquele rincão bendito

Entre os dois arroios vizinhos

Uruguaizinho e Carazinho

Onde a santa foi encontrada

Uma capelinha improvisada

Foi erguida com carinho

 

Cobertura de capim

Barreada de chão batido

Um altar todo florido

Adornando a imagem sagrada

Da virgem imaculada

Dos pobres e desvalidos

 

A notícia se esparramou

Por aquele sertão afora

Das graças e muitas glórias

Concebidas aos peregrinos

Aos devotos campesinos

Da virgem Nossa Senhora

 

Da pequena freguesia

Encravada na coxilha

Da lendária Baqueria

Dos frondosos pinheirais

Pago santo dos ancestrais

Da nossa raça caudilha

 

Dos índios primitivos

De Castela e Lusitanos

De Tropeiros e Vaqueanos

E dos Patrícios do além mar

Que mais tarde vieram povoar

O sagrado chão pampeano

 

E aqueles valentes gaúchos

Que ali fizeram morada

Construíram pra imaculada

Junto à praça principal

Uma linda Catedral

De pedra moura entalhada

 

Onde repousa a imagem

Da venerada santinha

A nossa querida mãezinha

Para toda a eternidade

Abençoando a comunidade

Da cidade de Vacaria

 

E assim foi consagrada

Pela fé dos habitantes

Pelo seu amor irradiante

Nossa Senhora da Oliveira

A virgem Santa Padroeira

Da porteira do Rio Grande!

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  Autor: Antonio Francisco de Paula
Poesia enviada Por: Antonio Francisco de Paula - Brasília / DF
  Observações: Poesia classificada em 2º lugar no 16° Rodeio Crioulo Gaúcho, realizado no CTG Sinuelo dos Gerais, na cidade de Luiz Eduardo Magalhães-BA, nos dias 12 e 13 de julho de 2008.

 
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29/07/2008 21:16:20 Jõa Bosco Rondon - Brasília / DF - Brasil
Parabéns, Toninho! Depois de ler, com bastante concentração, pude ver como é linda esta poesia.
Sítio: http://*****
22/07/2008 20:46:59 Paulo Bambil - Brasília / DF - Brasil
Parabéns, meu amigo Toninho. Está muito linda a tua "Poesia".
Sítio: *****
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