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Cassiano Mendes:
Alma de Gaúcho

 

24/07/2008 10:23:50
SERÁS TU UM GAÚCHO?
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Paulo Moacir Ferreira Bambil

 

Gaúcho, não sei a origem;

Mas dizem que é oriundo

Do barbaresco Facundo.

Pesquisei e não descobri.

Talvez, veio do Guarani;

O guasca virou esfinge.

Enquanto não a corrigem

De onde veio a palavra,

Vou fazendo aqui a lavra

De poucos que a atingem!

 

Todo o brasileiro quer ser,

Nem todos são agraciados;

Até no Rio Grande é contado

Os que chegam à excelência;

Tem de ter amor à querência,

Aquela que te viu crescer,

Pra ti começar a compreender

O valor dessa nobreza;

Embora vivas na pobreza,

O teu pampa vá defender.

 

Gaúcho não é uma etnia

E sim estado de espírito;

Romanesco, porém lírico,

Esse campesino gaudério

Deus ungiu com critério

No alto de sua sabedoria;

Deu-lhe coragem, valentia,

Amor, caráter e honradez,

Cor da pele em várias tez,

Rústico que tem fidalguia.

 

Limites eles não conheciam,

Gauchismo não tem fronteira.

Portanto, não eram sem eira;

A educação de mãe e de Pai,

Do rio da Prata e do Uruguai.

A nova regera abominariam,

Só ao campo auscultariam.

Formou-se então o bagual,

Consciência de homem rural,

Liberdade era o que queriam.

 

O gaúcho o peleador, valente,

Ao ouvir o ressoar do clarim,

Precipita-se feroz no ri-tim-tim,

Onde brilham adagas e espadas;

Recobrindo de sangue as plagas,

Inimitável numa carga ardente,

Com essência gaúcha presente,

O trono era o lombo do pingo;

Sol-a-sol, de domingo a domingo,

Cabala secreta do combatente.

 

O flete é um projétil que pensa,

Nem imagino o gaúcho a pé,

Pois desde os tempos de Sepé

O Gaúcho dele não se separa;

Um é corpo e o outro a cara.

Sabido que a pampa é extensa,

A carga sempre compensa,

Ofuscando lutas de galhardia

Dos lanceiros da infantaria,

Peleador ardil de mata densa.

 

Assim forjou-se o Gaúcho,

Que já foi termo pejorativo,

Alcunha de vergo e castigo,

Por isso entramos em guerra;

Queriam tomar nossa terra,

Reinados que viviam no luxo,

Queimaram muitos cartuchos.

Mesmo assim o peão sofrido

Pelo estancieiro foi vencido;

Coima de índios no empuxo.

 

A escravidão foi eternizada

Aos amantes da liberdade.

Todos cercados em cidade

Perderam o instinto nativo.

Cadê o patrão, meu amigo?

Prometeu ao fim dessa guerra

Dar-te uma sesmaria de terra,

Pois se dizia ser teu igual;

Do churrasco ficaste com o sal

E do porco sobrou a encerra.

 

O pouquito que ainda te resta,

Escritores outrora impingem;

Tenderam depreciar a origem

E ofenderam-te de sub-raça,

Entre outras tantas trapaças.

Isto ninguém me contesta!

Ainda têm espinhos e arestas

Influenciando outras esferas,

A cultura que hoje impera

Já caracterizam a tua festa.

 

Gaúcho - siga teu ancestral,

Não se entregue sem peleia;

Mesmo com esta cousa feia,

Entre tantos senhores letrados.

Gente que não pegou no pesado,

Querem dar-te lição de moral.

E ficavam ofendidos, afinal,

Se de Gaúcho fossem chamados;

Agora buscam deste legado...

Até os pêlos-finos da capital!

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  Autor: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Poesia enviada Por: Paulo Moacir Ferreira Bambil - Brasília / DF
  Observações: “Que se eternizem os gaúchos!”. O autor.

 
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17/09/2008 08:55:14 everest - coxilha / RS - Brasil
Seu poema tá ruim!
Sítio: *****
27/07/2008 21:22:45 Maria Beatriz Magalhães - Brasilia / DF - Brasil
Meu grande amigo Bambil! Parabéns pela linda poesia... quero vê-lo declamando na EGP. As suas poesias, resultado de pesquisa, sempre enriquecem nossos conhecimentos e nos sentimos orgulhosos e gratificados por tê-lo como amigo. Um grande abraço dos seus amigos Bia e Bosco.
Sítio: *****
24/07/2008 15:33:28 Toninho - brasília / DF - Brasil
Buenas, amigo tradicionalista! Gostei da sua poesia, pois retrata a realidade. Abraço cinchado do amigo Toninho de Paula. Salve o Brasil e Viva o Rio Grande!
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