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Leopoldo Rassier:
Pilchas, de Luiz Coronel e Airton Pimentel

 

22/10/2008 14:57:57
PAGO E NÃO BUFO
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Vivo solito, amadrinhado por lembranças,
acuierado a sentimentos ermitões;
por nada troco este viver bem teatino,
que só se acalma no silêncio dos galpões.
 
Só o alarido do meu cusco eu perdôo,
fazendo festa quando volto de um fundão;
depois se aquieta, como todo bom amigo
sabe que preciso o munício da solidão.
 
Abichornado encilho o mouro e vou pro campo,
largo-lhe a boca, solto o braço num pealo;
eu nem me lembro que hai tristeza neste mundo,
se pego o laço me sabendo de a cavalo.
 
Na domingueira troco os pano e vou pro povo,
pra bater cordas lá na cancha do tio Bento;
jogar um truco, tentar a sorte na tava,
e correr china, que faz bem pro pensamento.
 
Depois eu volto com a alma bem pachola,
para o meu rancho, pura paz e assossego.
Assim que gosto. E não me bate a passarinha,
se sinto a falta de uma china no pelego.
 
Esse é o preço para quem vive solito,
pago e não bufo, que chiar é pra cambona.
E me entretenho bordoneando uma milonga
ou sapecando uma chamarra na cordeona!
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  Autor: Celino Leite
Poesia enviada Por: Celino Leite - Camaquã / RS
  Observações: Letra da Chamarra defendida por Tuty Lindman, no II Acorde da Canção Nativa de Camaquã-RS.

 
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