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Os Monarcas:
Prece Telúrica, de Arabi Rodrigues
e Luis C. Lanfredi

 

06/11/2008 20:51:33
QUANDO O GALPÃO TÁ FEDENDO
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Vou largar no piqueteiro,
Nessa chuva, tipo bicho;
Erva, canha, fumo em rama
Vou buscar nalgum bolicho.
 
Acabou tudo nas casas,
Já faz dez dias que chove;
E a peonada no galpão,
Meio de miolo mole.
 
Amanhã, se vier o sol,
Que é tudo que a gente sonha,
Me mando porteira afora,
Não retoço de vergonha.
 
O galpão já tá fedendo,
Igual que cusco molhado;
Já não serve mais pra nada
O poncho velho encharcado.
 
Remendei bem os aperos,
Dos tentos fiz uma trança;
Enjoei inté do truco,
Do talho e de comilança.
 
Que saudade do alarido
Da cuscada e do piazedo,
De um sabiá bico-a-bico,
Num galhito do arvoredo.
 
Da charla das lavadeiras,
Batendo a roupa ensaboada,
E de um carijó cantando,
Teluriando a madrugada!
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  Autor: Celino Leite
Poesia enviada Por: Celino Leite - Camaquã / RS
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