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14/11/2008 10:52:38
O DESCASO NUM CONTO EU CONTO
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Se acaso eu contar um causo

e gostarem do causo que conto,

não me aplaudam, por favor.

O causo que agora eu conto

é sobre o que não está pronto,

lá no Rio Grande Altaneiro.

 

Já se passou o janeiro

e vem de novo o agosto;

e, no pressuposto

da meia empreitada,

vou cevando o amargo

que tristemente agora eu sorvo.

 

Pois vejo tudo de novo,

neste baile que não finda;

se repete tudo, ainda,

como antes da revolta,

vejo as coisas a minha volta

e o meu Rio Grande empobrecido.

 

Espalha-se a roubalheira,

onde antes não tinha porteira;

se vêem cancelas no meio da estrada,

uma forma descarada

de se impor mais um imposto.

Que triste é o meu desgosto,

pois o Rio Grande é LIVRE!

 

E até um sonho eu tive:

de um forasteiro

governando o meu chão.

Intervenção, que vergonha;

não que eu me oponha,

mas é um assunto em brasa,

pois sempre pensei

que a roupa suja

se lavasse em casa.

 

Ora pois!

Se querem saber de onde eu sou,

sem desconto, neste conto,

agora eu conto:

eu sou do RIO GRANDE DO SUL!

O céu continua azul

e é lindo a sua Tradição;

vou agüentando o tirão,

na verdade dos decentes.

 

E, em meio a minha gente,

encerro agora este conto.

E sigo de novo pro encontro,

eu e minha alma caudilha;

vamos de novo sonhar

no Acampamento Farroupilha...

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  Autor: Gilmar Espindola
Poesia enviada Por: Gilmar Espindola - Viamão / RS
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01/12/2008 11:00:13 Wagner - Porto Alegre / RS - Brasil
Muito boa... Parabéns! Bela poesia!!!
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