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Os Muuripás:
Anu, Chimarrita, Balaio, Dança dos Facões e Chula

 

16/11/2008 22:58:39
MATEANDO SÓ
............................................................................
VEJO O VERDE DOS CAMPOS
NA ERVA QUE CEVO O MATE;
E UMA SAUDADE ME BATE
DO GALPÃO GRANDE DA ESTÂNCIA,
ONDE EU OUVIA COM ÂNSIA,
SENTADO NO MEU BANQUINHO,
OS CAUSOS DO SEU NEGRINHO,
NOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA.
 
AQUELE FILHO DE ESCRAVO,
QUE EU CHAMAVA DE VÔ,
MUITAS VEZES ME SALVOU
DE APANHAR COM A BAINHA;
QUANDO EU CORRENDO VINHA
PEDIR SUA PROTEÇÃO,
GRITAVA, LÁ DO GALPÃO,
- DEIXA O MENINO, MADRINHA!
 
TUDO SE FOI COM O TEMPO,
TAMBÉM SE FOI O GURI.
E HOJE, MATEANDO AQUI,
O BANCO NÃO É O MEU.
O VÔ NEGRINHO MORREU,
LEVANDO OS CAUSOS COM ELE;
SÓ RESTA UMA ESPORA DELE,
QUE DE PRESENTE ME DEU!
............................................................................
  Autor: Deroci Freitas de Moraes
Poesia enviada Por: Deroci Freitas de Moraes - Santa Maria / RS
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18/05/2009 20:53:09 Valim - Niterói / RJ - Brasil
Pois é, tchê! Deroci. Esta, apesar de curtita, transmite uma mensagem enorme! Muito, muito boa! Parabéns, amigo!
Sítio: *****
05/12/2008 16:39:31 sandro rogerio melo dos antos - canoas / RS - Brasil
Tu tens muito talento! Coloquei o teu poema no meu Orkut, com teu nome, que é para todo mundo ler. Parabéns!
Sítio: *****
20/11/2008 18:02:51 Mara Gomes - Itajai / SC - Brasil
Sensacional! Emocionante... Você é maravilhoso, menino!
Sítio: http://*****
19/11/2008 19:10:45 Regina - Itapema / SC - Brasil
O guri ainda vive dentro do poeta, e o vô certamente está ao seu lado........"...Ninguém morre, enquanto vive na lembrança de alguém"... Linda......Linda......Linda....
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