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Wilson Paim:
Prenda Minha, de Telmo de Lima Freitas

 

27/11/2008 10:52:33
A GALOPE
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Lá vem eles, a galopito no más,

cansados de cavalgar
por estas terras longínquas;
bem faceiros com a conquista
deste povo capaz,
pois gaúcho que é gaúcho
sabe o que faz.
 
Com seu potro encilhado
e o cusco já cansado;
um grito de quero-quero
já me diz quem vem lá.
São eles comemorando seu feito,
neste Vinte de Setembro,
que pra nós data melhor não há.
 
A gauchada reunida
em roda do fogo de chão,
sorvendo um amargo chimarrão,
que passa de mão-em-mão,
mostrando a nossa tradição;
tem poesia, tem rancheiras,
gaita e violão,
churrascadas e prenda bonita,
a dança do bugio e a chimarrita.
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O verdadeiro gaúcho tem razão,
quando chega em seu alazão,
bate no peito e jura sua tradição,
pois traz no facho da Chama Crioula
a expressão do orgulho
e do ideal do gaúcho.
 
Este galpão, sabem quem fez?
Bravos guerreiros deste pampa
o fizeram para vocês!
Hoje ele tem a marca
da poesia, do cavalo, da gauchada;
é a nossa querência amada.
 
Esta bandeira que carrego,
o orgulho anda junto,
a galope. Por ela juro
minha identidade de gaúcho.
Por aqui o Minuano passou,
me fez puxar os pelegos,
a velha gaita resmungou.
Meu coração apertou;
e este seu galope
é da saudade que ficou!
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  Autor: Luiz Vinicius Petersen
Poesia enviada Por: Luiz Vinicius Petersen - Guaíba / RS
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