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Grupo Minuano:
Vamo rapaziada

 

27/01/2009 23:21:43
NÃO MUDO
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Quero ser homem, mas não mudo;

quero andar a cavalo, mas não ando;

quero ter filhos, mas não tenho;

desejo que seja menina, mas não foi;

desejo que ande a cavalo, mas não sabe andar.

 

Sempre penso nela, com o cabelo bem preto,

liso e radiante, no sol quente.

Ela é pequena, mas já é gaúcha!

Quando eu morrer, ela vai ser a dona do galpão.

Temo que tenha de mandá-la embora,

para a cidade, mas ela não quer ir;

temo que ela sinta medo das pessoas ou das coisas...

 

Seu pai a deixou aqui, por falta de dinheiro;

mas não foi só por falta de dinheiro, eu sei.

Percepção de mãe! Foi por angústia de ser solitário

e não ter o amor da sua própria filha.

 

Ela sempre quis ter um pai, mas teve foi um amigo.

Porque, que eu saiba, pai é quem cria.

E ele a largou como se fosse

um cachorro jogado no chão.

 

Sempre penso nela, com o cabelo bem preto,

Liso e radiante, no sol quente.

Ela é pequena, mas já é gaúcha!

Quando eu morrer, ela vai ser a dona do galpão.

 

Não mudo, pois sou GAÚCHA DA TRADIÇÂO!

............................................................................
  Autor: Taís Saldanha da Silveira
Poesia enviada Por: Taís Saldanha da Silveira - Porto Alegre / RS
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