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Baitaca:
Ninguém é mais que ninguém, de Baitaca

 

19/02/2009 14:28:48
NA HORA DO MATE
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Fim de lida...

Volto à estância

e uma ânsia me atropela;

pensativo e ensimesmado,

fecho a cancela vazia....

 

Bombeio pro tempo!

Tempo feio... que enferruscado

me emponcha de nostalgia;

traz o frio, quase num tropel,

e uivando vem cinchar o dia!

 

Assobiando em escarcéu,

com o minuano arrepiante,

andino, gelado e cruel

tira a encilha e apeia...

 

A solidão ronda a tarde,

se achegando de mansito,

repontando junto dela

a saudade, despacito

- como uma estrela vadia...

 

Então cerro a porteira;

e a tropa do pensamento,

em galope como o vento,

prenuncia a noite campeira...

 

Me abanco e sorvo meu mate,

enquanto a lua luzidia

desponta na tarde, em arremate.

Vem tironear meus recuerdos...

Traz  lembranças dos teus beijos,

timbrados à luz dos brasedos,

no calor do nosso catre!

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  Autor: Egiselda Charão
Poesia enviada Por: Egiselda Charão - Porto Alegre / RS
  Observações: Poesia premiada no I CONCURSO NACIONAL E INTERNACIONAL DO CIE - CENTRO INTERATIVO EDUCACIONAL, em SÃO GONÇALO DO AMARANTE/RN; no III CONCURSO NACIONAL DE LITERATURA: REVELAÇÕES DO III MILÊNIO, em CAÇU/GO; e PRÊMIO PATATIVA DO ASSARÉ –Coletânea Livro de Rua, de Sousa/PB.

 
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