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Paixão Côrtes:
Gaúcho Velho

 

04/05/2006 09:33:24
MODERNISMO
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Faz tempo venho notando

Que o mundo se transformou

Muita saudade ficou

Dos tempos de antigamente

Hoje tudo é diferente

Com progresso e evolução

Só que ninguém mais se entende

É mui grande a confusão.

 

Importaram do estrangeiro

Uma prosa complicada

Cultura modificada

Diz que em nome do progresso

E o importado faz sucesso

Entre o pobre e o estancieiro

Faltam só trocar de nome

O churrasco e o meu arroz carreteiro.

 

Os jovens não querem mais

As modas de antigamente

Até um baile é diferente

Isto é coisa que acontece

As danças ao que me parece

Só restou vaga lembrança

Porque é no tal rap e no rock

Que a juventude balança.

 

Esse tal de som mecânico

Nas festas do meu rincão

Calaram a gaita e o violão

Estes dois trastes sagrados

E para os modernizados

Sem alma e sem devoção

Não sabem que são relíquias

Da gaúcha tradição.

 

Eu nasci aqui nas Missões

Fui criado a campo fora

E no tinido da espora

Danço xote e vanerão

Levanto poeira do chão

Num fandango missioneiro

Nunca vou trocar o que é nosso

 

Por coisas do estrangeiro.

 

E o povo vêm embalado

Achando lindo a loucura

Eu vejo com amargura

A coisa se complicando

O pessoal se envenenando

Não dando valor pra vida

Se nós não saltar na frente

A carreira esta perdida.

 

Eu não sou contra o progresso

Mas tudo têm seu limite

Por isso eu digo e acreditem

Estão poluindo a querência

Vamos tomar uma providência

Antes que a coisa desande

Porque senão trocam até as cores

Da bandeira do Rio Grande!

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  Autor: Jorge Lima
Poesia enviada Por: Jorge Lima - São Miguel das Missões / RS
  Observações: Jorge Lima é Ex-Patrão do CTN Sinos de São Miguel - Gestão 2004/2005 - São Miguel das Missões-RS.

 
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11/08/2006 16:49:54 Paulo Bambil
Mas barbaridade, não é que o patrão está falando uma verdade, que espero não tardem muito ficando na ansiedade, Este pequeno peão dessas plagas.. Sou quase filho de São Luiz Gonzaga... E já vejo as coisas sem paciência... Os guri tão destruindo as tradições da querência. Coisas que a vida nos ensina Por isso te digo muito obrigado Jorge Lima.
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