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Baitaca:
A evolução me entristece, de Baitaca

 

12/04/2009 11:26:47
VERSOS QUE FLUEM DA ALMA
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EU SOU A CHUVA QUE CAI,
SE ESPARRAMANDO NA TERRA;
O GADO ALÇADO QUE BERRA
LÁ NO FUNDO DA INVERNADA;
SOU NOITE DE PIRILAMPOS,
SOM DE TROPEL DE CAVALOS
E A SINFONIA DOS GALOS,
AO ROMPER DA MADRUGADA.
 
 
EU SOU UM ÍNDIO PAMPEANO,
CRIADO EM PLENO RIGOR;
E UM CAMPEIRO LAÇADOR,
QUE ACERTA EM TOCO DE GUAMPAS;
SOU LÉGUAS DE ALAMBRADO
MARGEANDO OS CORREDORES,
E O SOL PROCESSANDO AS CORES,
NA VEGETAÇÃO DO PAMPA.
 
 
SOU A CAMBONA QUE CHIA
NO FOGO, LÁ DO GALPÂO,
E UM ALARIDO DE PEÂO,
NO AUGE DA CHIMARREADA;
SOU GALO BOM CANTADOR,
TERNURA DE AMOR PATERNO,
E O FRIO, QUE DEIXA NO INVERNO
OS CAMPOS BRANCOS DE GEADA.
 
 
SOU GUARNIÇÃO DA FRONTEIRA
E AS PRAIAS DO LITORAL,
DESTE RIO GRANDE BAGUAL
UM VELHO POETA NOVO;
SOU VERSO QUE FLUI DA ALMA,
PRA VERDADE CULTIVAR,
POIS APRENDI A ESCUTAR
A VOZ QUE EMANA DO POVO!
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  Autor: Vanoci Marques
Poesia enviada Por: José Vanoci Alvarez Marques - Camaquã / RS
  Observações: Composição poética a ser, em breve, musicada por Wilson Paim.

 
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