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Os Farrapos:
Passo do Bugio

 

27/06/2006 10:34:33
UNIVERSO
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Alheio às conquistas espaciais, 
longe dos homens que engenham guerras, 
sabe apenas das coisas que o rodeiam 
nesse seu mundo, 
atrás dos aramados. 
 
Conhece a oração da ramaria 
que o sarandi sussurra ajoelhado, 
quando por ele passa a ventania; 
conhece a paz que nasce 
em cada chuva 
e canta em cada flor 
pelas coxilhas; 
sabe do sol que volta a cada dia, 
como a esperança que ontem perdeu; 
sabe da luz igual das três-marias, 
da ternura dos bichos pelas crias, 
do carinho da terra onde nasceu... 
 
Sol de seu rancho... 
 
Lua de seus sonhos... 
 
No universo sem fim dos verdes campos, 
a órbita final dos aramados. 
 
A ti que, em vez do ímpeto selvagem 
do potro que se atira contra os ventos 
numa ânsia animal de liberdade, 
conheces o furor da espaçonave 
a derrubar barreiras e mistérios, 
em busca da razão e da verdade; 
a ti, que és seu irmão e és astronauta, 
peço que não esqueças que ela existe. 
Dá-lhe um pouco do muito que alcançares 
dos progressos dos homens deste tempo, 
das conquistas de mundos colossais. 
 
Talvez penses que em face do universo 
um rancho e o pampa nada representam; 
a paz das chuvas... a razão das flores... 
a ternura dos bichos... 
a esperança que ontem morreu!
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  Autor: Colmar Duarte
Poesia enviada Por: Beatriz Barbará - Porto Alegre / RS
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