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28/05/2009 01:19:17
ETERNO BRINCAR
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Foto: Cláudio Vaz

 

Toda noite, quando deito,

começo logo a recordar

os meus tempos de campanha,

os meus amigos de infância

que a cidade me fez deixar.

Viver e sonhar, enfim,

meu eterno brincar é assim:

 

"Ciranda, cirandinha,

vamos todos cirandar.

Acabou a nossa lida!

Vamos! É hora de brincar!"

        

Com seu tapete de folhas,

o pátio está chamando,

pois o outono está chegando;

a laranjeira carregando       

precisa de crianças arteiras,

para movimentar a paisagem,

tão serena e trigueira.

 

Vejo a Noca, com a boneca;

com a peteca o João.

Paulo e Juca jogam bolitas;

Luiz brinca com o caminhão.

Enquanto Neusa lá, solita,

Quieta de casinha brinca.

 

Lá vem a Terezinha,

com suas cinco-marias,

catadas no rio, uma a uma,

todas feitas de pedrinhas

escolhidas com carinho,

todas elas redondinhas.

 

Vejo Ernesto pendurado

num balanço feito de corda,

que com seus gritos quase acorda

Vovó Nena, que sesteia.

 

Em um canto, lá na areia,

Guto armou a arapuca.

Vai meter a mão em "cumbuca",

pois seu pai vai chegar;

e com certeza não há de gostar

desta brincadeira maluca.

 

E eu, em roda, sigo brincando

com os meus mais belos pensamentos,

que não me abandonam um só momento,

quando o sono está a chegar.

 

Ah! Que saudades eu tenho dos

meus tempos de campanha...

Só me resta, então, por fim,

fechar os olhos e sonhar,

pois meus sonhos de criança

ninguém... ninguém vai roubar!

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  Autor: Márcia Teston Estivalet
Poesia enviada Por: Gabriela Almeida, - 3ª Prenda Mirim da 13ª RT 2003/2004 - Santa Maria / RS
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