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Vilson Schmitt:
Tradicionalismo Moderno

 

01/07/2009 17:42:29
A VOLTA DA CHUVA
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LEVANTEI, FUI PRA JANELA,
PARA VER A BOMBA D’ÁGUA,
POIS A SECA ANDAVA BRABA.
A CHUVA MUDARA O RUMO;
O CAMPO TAVA LOBUNO,
NÃO TINHA PASTO PRA O GADO;
O AÇUDE JÁ TORRADO,
ÁGUA ESCASSA PRA O CONSUMO.
 
A TERRA EXALOU O CHEIRO,
PARECE, SOLTANDO O MOFO;
A CRIAÇÃO NUM ALVOROÇO,
NAQUELE FINAL DE DIA;
A PIAZADA NA FOLIA,
FAZENDO UMA BAITA ZOEIRA,
SE BANHANDO NA GOTEIRA,
QUE DO SANTAFÉ ESCORRIA.
 
A CHUVA IA MOLHANDO
A MELENA DO MEU RANCHO.
EU, ALI, COMO UM CARANCHO,
QUE FICA RONDANDO A PRESA,
APRECIAVA A NATUREZA,
QUE SE BANHAVA FACEIRA;
NO BARRANCO, UMA CACHOEIRA;
E NA VALETA A CORRENTEZA.
 
O DIA SE FOI PRA O BERÇO;
CHEGOU A NOITE MOLHADA.
COM A CAPA PRETA ENCHARCADA
E O CHAPÉU BEM DESABADO,
UM VENTITO MUI SAFADO,
QUE VEIO POR BAIXO DELA,
ASSOBIOU NA MINHA JANELA,
PRA VER SE EU ESTAVA ACORDADO.
 
DEITEI OUVINDO AS TROVOADAS,
QUE ÍAM SE DISTANCIANDO;
O SONO VEIO CHEGANDO,
FIZ A ORAÇÃO COSTUMEIRA;
DEI UM BEIJO NA PARCEIRA,
ASSIM, JÁ MEIO DORMINDO,
E CHEGOU UM SONHO LINDO
NA GARUPA DA GOTEIRA!
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  Autor: Deroci Freitas de Moraes
Poesia enviada Por: Deroci Freitas de Moraes - Santa Maria / RS
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31/07/2009 19:40:19 Clelia (Ternura no Olhar) - Tga / MT - Brasil
Olá!... vim visitar e hj deixei meu recadinho.....mt linda... adorei.....rssss. Um abraço!
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