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Conjunto Farroupilha:
Chimarrita

 

27/06/2006 10:47:34
NO BOLICHO
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Traga de vez a garrafa, 
bolicheiro! me despacha, 
que hoje no mais se emborracha 
quem nunca se emborrachou. 
Quero beber no gargalo 
para esquecer o pialo 
que o tal de amor me atirou.
 
Sou índio duro de queda 
mas fui pegado de jeito. 
Bateu-me a argola no peito 
e ali no mais me planchei. 
Sempre fui solto de pata 
mas nessa volteada ingrata 
num tacuru tropecei!
 
Sucede que eu não sabia 
quanta manha se requer 
pra se correr com mulher 
na cancha reta do amor. 
Desci confiado pra raia... 
Perdi pro rabo de saia 
sem sair do partidor!
 
Caí no tiro de laço
de um olhar de china atrevida,
que embuçalou minha vida
na armada negra das tranças,
pra depois de ter-me preso 
marcar-me com seu desprezo 
na picanha da esperança.
 
Desprezo não há quem cure, 
não há remédio que impeça, 
não há reza, nem promessa 
que lhe conserte o estrago. 
Por isso, seu boiicheiro, 
pra aparceirar o primeiro 
ponha no mais outro trago! 

 

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  Autor: Apparicio Silva Rillo
Poesia enviada Por: Beatriz Barbará - Porto Alegre / RS
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