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Leopoldo Rassier:
Pilchas, de Luiz Coronel e Airton Pimentel

 

21/10/2009 22:49:36
NO ADEUS A JAYME
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Está de luto o Rio Grande.

Velho Jayme, quem diria

que fosse tão de repente!

Um missioneiro, um valente,

um galo de tantas rinhas,

que com a coragem que tinhas

encorajavas a gente.

 

Pois naquele oito de julho,

até o sol se encobriu;

o dia ficou mais frio,

sem brilho, luz nem calor;

corre um soluço de dor

nas Missões, Serra e Fronteira;

chora a querência inteira

a morte do pajador.

 

Jayme Caetano Braun,

muitos cantaram teus versos;

e os teus poemas dispersos

farão vibrar corações;

as tuas inspirações,

velho filósofo xucro,

vão ficar rendendo lucro

aos cofres das tradições.

 

Parece que o Patrão Velho

gosta mesmo de poesia,

de festa e de cantoria,

pra seu entretenimento.

Já nos levaram o talento

do Aparício, o Cenair...

o Noel teve que ir,

o Eurides, o Passarinho,

e pelo mesmo caminho

manda o Jayme prosseguir.

 

Pois seja feita a vontade

do Patrão Velho divino;

é este o nosso destino:

nascer, crescer e morrer;

mas quem cumpre o seu dever

e engrandece o Pago Santo,

a saudade, lhes garanto,

não vai deixar esquecer.

 

Ademais, fica com a gente,

a nos fazer companhia,

a beleza da poesia

que do coração lhe veio;

nas tertúlias, nos rodeios,

sempre há um taura de tutano,

pra lembrar Jayme Caetano,

sem buçal, maneia ou freio.

 

Teu corpo vai para a terra,

tua alma para o infinito.

vai fazer verso bonito

pra Deus e Nossa Senhora.

E o Rio Grande que ainda chora

a perda do teu valor;

pergunta a Nosso Senhor

por que te levou embora?

 

Quanto a mim, que te devoto

admiração e respeito,

te peço com muito jeito,

como último favor,

que leve a cada cantor

ou poeta que foi pra lá

um abraço dos de cá,

com carinho e com amor.

 

Abraça o Gildo de Freitas,

Sidnei Lima, Teixeirinha;

dá um abraço ao Formiguinha

e aos outros dessa irmandade.

E como eu sei, de verdade,

que é para lá que tu vai,

dê um abraço no meu pai

e diz que eu tô com saudade...

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  Autor: Odilon Ramos
Poesia enviada Por: Andrei Machado da Cruz - Bento Gonçalves / RS
  Observações:
ENQUANTO EXISTIR UM GAÚCHO, COM A LANÇA FIRME NA MÃO, PODEMOS GRITAR BEM ALTO: NÃO MORREU A TRADIÇÃO! Andrei Machado da Cruz


 
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