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Deus Gaúcho, de Régis Marques

 

15/11/2009 23:29:47
QUE SAUDADE LÁ DE FORA
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Foto: Eduardo Amorim/Flickr

SOU DO TEMPO DA TARIMBA,
PARA NÃO DORMIR NO CHÃO;
MEU RANCHO FOI CONSTRUIDO
COM PAREDES DE TORRÃO,
E AS ABERTURAS SEM VIDROS,
TODAS FEITAS DE TABOÃO.
 
COBERTURA DE CAPIM,
QUE A CHUVA NUNCA RUIU;
UM CASEBRE DO PASSADO,
QUE O MEU FILHO NEM VIU,
COM LUZ FRACA DE LAMPEÃO,
A QUEROSENE E PAVIU.
 
A TERRA MEU PAI CORTAVA
COM ARADO E BOIS DE CANGA,
O BANHO DE TODO DIA
ERA NO LEITO DA SANGA;
LOGO DEPOIS DO ALMOÇO
SOBREMESA ERA PITANGA.
 
ÁGUA PURA DA CACIMBA,
QUE EU BEBIA OUTRORA,
A GENTE MESMO TROCOU;
NA CIDADE EU VIVO AGORA,
MAS NÃO ME SAI DA LEMBRANÇA;
QUE SAUDADE LÁ DE FORA!
 
QUANDO FOR TE VISITAR,
MEU MUNDO, VOU SEM AVISO;
GOSTO MUITO DA CAMPANHA,
MAS DA CIDADE EU PRECISO;
POR MIM EU NUNCA DEIXAVA
DISTANTE O MEU PARAISO!
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  Autor: VANOCI MARQUES
Poesia enviada Por: José Vanoci Alvarez Marques - Camaquã / RS
  Observações:

A poesia é mais indicada para a declamação de peões adultos.


 
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