Usuário:
 
  Senha:
 
 

Os Bertussi:
A Volta do Tropeiro

 

22/03/2010 22:34:03
AS RAÍZES DA TRADIÇÃO
............................................................................

 

Eu tenho sangue de índio,
com alma de farrapo;
sou Rio Grande de 35,
com berro de 44;
sou Rio Grande de 23,
de chimango e maragato.

Com determinação e valentia 
o índio morreu pela terra;
somos herdeiros desta raça,
seja na paz ou na guerra;
hasteamos nossa bandeira,
onde o touro pampa berra.

Do antepassado
brotou este gaúcho
de pura autenticidade,
para aguentar o repuxo
do tinido de adaga 
e fumaça de cartucho.

E assim se fez o gaúcho;
peleando noite e dia
fez a lua de candeeiro,
seguindo a estrela guia.
Hoje, esta Terra é nossa:
cantamos com galhardia.

Neste pago, sobre a pampa,
até além das fronteiras,
onde o céu é o limite, 
o mar e as cordilheiras,
a cavalo, de espada em punhos,
lutava-se sem trincheiras.

Estância de São Pedro:
Canabarro foi capataz;
botou sinuelo na tropa,
pastoreando a paz,
anistiando os valentes
com perseverança tenaz.

Do passado para o futuro,
com direito assegurado, 
o taura doou a vida
com seu sangue derramado; 
a patas de cavalos
este chão foi demarcado.

Tradição é como uma árvore
na barranca de um rio corrente,
com suas raízes desgastadas
pela força das enchentes:
cresce, floresce e dá frutos,
espalhando sua semente.

Uma árvore morre,
quando é arrancada do chão;
fui plantado nesta Terra,
enraizado de alma e coração,
mantendo sempre acesa
a chama da tradição.

Quero plantar minha semente
nesta Terra onde eu nasci,
para brotar mais tauras
que calce esporas, desde guri,
e que reponte para o futuro
só os costumes daqui!

............................................................................
  Autor: Fernando Almeida Poeta
Poesia enviada Por: Fernando Almeida Poeta - Canoas / RS
  Observações:

A poesia integra o livro As Raízes da Tradição, do autor.


 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
Untitled Document