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Xirú Missioneiro:
Campeiro Feliz

 

11/05/2010 06:56:51
ORGULHO GAÚCHO
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Buenas noite, gauchada, deste crioulo galpão! Vim dar um dedo de prosa, pra falar em tradição; da prenda linda e faceira, da vaneira e vaneirão, que faz levantar poeira do assoalho do galpão. Do soalho do galpão que eu danço, sem embaraço; com a loira ou a morena saio firme no compasso; e antes do fim do baile eu dou um tiro de laço; e uma delas vai comigo, na garupa do picaço. Na garupa do picaço, campo a fora, a trotezito, levando a mais bela prenda pro aconchego do ranchito; gaúcho da minha estirpe não deve viver solito: vai ser dona do meu rancho e a mãe dos meus piazitos. Esse é o nosso Rio Grande, Terra boa e hospitaleira; é berço do chimarrão e do charque de primeira; lugar de gaiteiro bom, violeiro e poeta de luxo, pra contar nossas façanhas, honrando o sangue gaúcho. Honrando o sangue gaúcho derramado em muitas guerras, em defesa deste chão contra invasores da Terra; vejo Tiarajú peleando e pronto pra qualquer sorte: grita que a Terra tem dono, lutando até a morte. Grita que a Terra tem dono, que até hoje dá pra ouvir; pelo sopro do Minuano galopando faz sentir toda a bravura charrua de índio valente e guapo, misturada ao Farroupilha, templada a sangue Farrapo. O gaúcho é destemido e muito trabalhador, mas não aceita o buçal, muito menos o maneador; se alguém o tratar mal, no braço ele é doutor; já salta dando puaço, que nem galo brigador. E as crendices populares, muito assunto pra prosear: Negrinho do Pastoreio, lá na coxilha, a cuidar, zelando nossos rebanhos, que pastam para engordar as riquezas do Rio Grande, que não param de aumentar. Nossa prosa tá madura, mas eu tenho que partir, porque a luz da Prenda Lua já acena pra dormir; eu, no flete, a galopar, distâncias vou encurtar, mas levo comigo a ânsia de um dia, aqui, retornar!
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  Autor: José Milton Ferreira
Poesia enviada Por: José Milton Ferreira - Canela / RS
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16/08/2010 15:22:55 maria denise da silva lunardi - almas / TO - Brasil
Mesmo vivendo distante, gaúcho que se preza não esquece as tradições. Excelente esse site! E a poesia, então... maravilhosa. Parabéns!
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