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Miguel Marques:
No Agosto da Alma

 

23/07/2010 18:53:27
UM SONHO DE LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE
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Estancieiros gaúchos decidem pelear
contra a tirania, a ignorância
e o fanatismo do Império Brasileiro.
Foram longos dez anos de um sonho
de Liberdade, Igualdade e Fraternidade,
princípios trazidos de além-mar
e entregues aos heróis farroupilhas;
destinos traçados em batalhas campais,
na certeza da retidão dos rumos certos,
cruzaram juntos as invernadas na procura
da justa perfeição da vida, da igualdade.

Bravos Irmãos, Tropeiros da Liberdade,
obreiros livres, justos e perfeitos.
Bento, General idealista, que luta pela igualdade,
com honradez e fidelidade disse:
“- Com a espada na mão, saberemos
morrer com honra ou viver com liberdade!”.
Neto, imbuído de ideais liberais,
nos campos do Seival, proclama
a República Rio Grandense em laços fraternais.
Garibaldi, Herói de Dois Mundos,
desbravou até os corações das prendas:
Manuela, jovem donzela; Anita, brava guerreira.

Rossetti, Zambecari, Flibusteiros da Liberdade,
origens carbonárias que logo se identificaram.
Pedro Boticário, Onofre Pires, Corte Real
pelearam até com a morte, pra defender nossos direitos.
Irmãos tropeiros e farrapos, leais aos ideais
de fé e esperança de novos caminhos.
Canabarro, líder dos Lanceiros Negros,
considerado por alguns traidor de Porongos,
mas a quem fora incumbido a tomada de Laguna,
peleando contra os Imperiais em grande fato heróico.

Entre tantos que entregaram seu sangue
em laços fraternais, tauras de raça e fibra,
como em cadeia de união,
percorreram degraus a degraus
na retidão de rumos certos,
com a justa perfeição da vida.
Não eram somente simbologias;
eram homens esclarecidos que, calçando esporas,
estavam à procura de padrões da Humanidade;
homens que marcaram os rodeios do mundo,
e que instalados em Piratini,
Templo da Primeira Capital,
confraria que dava boas-vindas
nas páginas de O Povo, no qual
os ideais carbonários são
integrados aos Farroupilhas.

Como suas principais armas,
o esquadro e o compasso:
símbolos da essência da Arte Real,
da justiça, equidade e retidão,
do limite do espaço bem definido;
equilíbrio e harmonia das colunas,
que até hoje nossa Bandeira
sustenta, e lá segredavam seus planos.

Lanceiros Negros, todos livres,
percorrendo campos e várzeas,
eram verdadeiros Filhos da Liberdade.
Com suas lanças e sua perfeita disciplina
infundiam terror ao inimigo;
Soldados da República,
recrutados da escravidão,
conservaram a condição de libertos
por exigência dos caudilhos da rebelião.

Como testemunhas desta peleia,
as matriarcas riograndenses;
mulheres comuns transformadas em heroínas,
a quem, na falta de seus peões,
foram destinadas às lidas campeiras
das fazendas nunca abandonadas.

Em Ponche Verde, em quarenta-e-cinco,
o Patrão Maior, estendendo seu pala
para proteger os homens de bem,
declara selada a Paz. Antes tarde que nunca!
Mas os Imperiais aprenderam a respeitar
a determinação, a coragem dos Heróis Farroupilhas.

Hoje, parando rodeios nas idéias,
mateando ao pé do fogo, ouço dizer
que, pelas bandas de Triunfo,
Nico Ribeiro, ex-escravo e corneteiro,
ainda entoa em seu clarim o toque de silêncio
de uma guerra que até hoje
não chegou ao fim.

Ilustres e bravos Irmãos,
de qualidades morais e costumes irreparáveis,
jamais se esqueceram de que a Humanidade
tem seus direitos, jamais permitiram que a Pátria
Mãe, comum a todos os brasileiros,
seja injustamente oprimida.
Unidos por laços fraternais para a glória,
sempre observados, de longe e perto,
aos olhos do Patrão Supremo:
Grande Arquiteto do Universo!

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  Autor: Getúlio Silva da Silva e Carlos Francisco Homrich dos Santos
Poesia enviada Por: Carlos Francisco Homrich dos Santos - Porto Alegre / RS
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14/11/2010 11:27:36 eli mcmamara - caxias do sul / RS - Brasil
Lindo d mais essa poesia. Carlos, tu és tudo d bom q o tradicionalismo já pode ter. Adoro! Tua amiga Eli
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