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Os Farrapos:
Passo do Bugio

 

26/07/2010 12:36:40
UM GALPÃO DE TRADIÇÃO, AMIZADE E SAUDADE
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Este galpão crioulo sulista, que a tradição gaúcha abriga,
no passado deu guarida aos que buscavam pousadas,
protegendo das geadas e do minuano castigante
muitos piquetes andantes nas tantas revoluções,
aquecendo em seus fogões velhos ideais do Rio Grande!

Nessa trajetória de lutas forjou-se uma raça guerreira,
que após as lides campeiras, distante dos entreveros,
foi ao redor dos braseiros, junto à cuia de chimarrão,
passando de mão em mão, em fraterna convivência,
a necessária consciência do valor da Tradição!

Por isso que os gaúchos, mesmo longe do rincão,
fazem levantar um galpão e trazem o tempo na espora;
revivem epopéias de outrora sem a intenção de guerrear,
somente a de cultuar as tradições de seu povo,
que como um “guarda-fogo” a História não deixará apagar!

Mas esta tradicional estrutura, que a estância eternizou,
nas cidades encontrou uma resistência formada,
na verdade elitizada por urbanos sem raízes;
porém, os gaúchos, felizes, venceram o preconceito
e resgataram o direito de erguer suas matrizes!

Pois é um sentimento nativo que todo o gaúcho traz:
não à guerra, sim à paz, enquanto estiver tudo bem;
e um galpão crioulo, também, onde possa churrasquear,
para depois fandanguear ao compasso da vaneira,
com a chinoca faceira que lhe sorri com o olhar!

E, assim, ergueu-se mais um neste pedaço de chão,
uma Matriz de Tradição pra preservar o legado;
mais um palco iluminado da cultura rio-grandense;
aqui se vive o presente, sem se esquecer do passado,
com o futuro vislumbrado no coração e na mente!

É mais um galpão a honrar a querência com esplendor,
reunindo no seu interior a arte e a cultura nativa;
a manter a História viva na memória das crianças,
cultuando as nossas danças e o rico folclore sulista:
um Centro Tradicionalista, cheio de jovens esperanças!

E esta terra que o ampara, que o recebeu com um abraço,
sustentando-o nos braços o levará pelo tempo,
testemunhando o advento da sua nobre missão:
ser Sede da Tradição, receber nos seus tablados
os gaúchos desgarrados deste Estado da Nação.

Mas, além desse rodeio de gaúchos desgarrados,
traz, também, os chamados Gaúchos de Coração,
que mesmo de outro rincão se identificam com o jeito
de tudo aquilo que é feito na Tradicional Sociedade,
levando, em sinal de amizade, o nosso Rio Grande no peito!

E sendo um galpão precursor de outros tantos galpões,
tal como os guapos peões que o fizeram nascer,
os atuais haverão de querer conservar sua existência;
são gaúchos de consciência a valorizar um embrião,
uma Matriz de Tradição da nossa gaúcha querência!

É neste Galpão de Estância que, hoje, há o valor da amizade,
firmada na adversidade das labutas de importância;
nas batalhas da constância por nossos sonhos antigos,
que tiveram como abrigos a coragem, a persistência,
a busca de uma ascendência e a dor da saudade dos amigos!

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  Autor: José Itajaú Oleques Teixeira
Poesia enviada Por: Bombacha Larga - Brasília / DF
  Observações:

Poesia publicada a pedido do prezado visitante Gilson, de Curitiba-PR.


 
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