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Manoel Camaquã:
Hino Tradicionalista, de Barbosa Lessa

 

13/08/2010 18:50:40
CAMPEIRO
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Joguei o apero de encilha
no lombo do pingo ruano.
Trago no meu quotidiano
o ofício de peão campeiro,
pois eu sou mais um herdeiro
desta lide campesina;
já vem de berço esta sina
de cuidar de parelheiros.

Trago no sangue a estirpe
que ficou de antepassados
e recebi por legado
ao assumir esta missão
transformada em paixão,
pois adoro o que faço;
jamais demonstro cansaço,
mesmo longe do patrão.

E não foi uma vez nem duas
que me senti em apuros,
montado num queixo duro
num pelado de rodeio:
o lombo partindo ao meio,
e eu agarrado nas crinas;
a polvadeira em cortina,
e eu sentindo o tombo feio.

Arrebanhando ovelhas,
pra tosar e curar feridas,
esta é mais uma das lidas
que exerço em meu diário;
dispenso até comentários,
a respeito do que faço;
montado num bom pingaço,
me sinto até proprietário.

Minha paixão é os cavalos,
que me levam pra onde eu quero,
pois são honestos e sinceros,
jamais me traem no aperto;
se estou em lugar incerto,
me tiram do entrevero;
na hora do desespero,
eles sempre estão por perto!
 

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  Autor: Ayrthon Nenê Caetano
Poesia enviada Por: Ayrthon Nenê Caetano - São Borja / RS
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