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Deus Gaúcho, de Régis Marques

 

16/08/2010 20:46:01
NOITE DE INVERNO
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Noite enluarada de inverno,
tudo se aquieta e se acalma;
não se vê uma viva alma
pelos campos e canhadas;
a natureza entorpece,
cai no sono e adormece
se cobrindo com a geada.

É um quadro de beleza
neste clima frio e rude;
mescla o azul dos açudes
com o verde intenso da mata;
funde um tempero de cores;
parece que nascem flores
sobre uma tela de prata.

O frio é de encarangar,
cachorro não bate rabo,
o guasca precisa de um trago
e a pura vem a preceito,
chega a aquentar as orelhas,
que num trago de volta e meia
faz bem e conforta o peito.

Nos campos há um silêncio,
como se fosse magia;
quero-quero não vigia;
a natureza se cala,
parece que está com medo
de revelar algum segredo.
É noite de alma penada.

De quando em quando um soluço
quebra, por vez, o encanto.
É o rio, no seu remanso;
num rastejar de serpente,
parece que se embebeda,
tropica em cima de pedras
e se lamenta, como gente.

O gado recolhe cedo
para o ventre dos capões.
Noite fria em que os fogões
vão aquecendo os viveiros,
no clima dos aconchegos,
onde as camas de pelegos
são tarimbas pros campeiros.

Noite enluarada de inverno:
tudo se aquieta e se acalma...

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  Autor: Adenir Paz da Silva
Poesia enviada Por: Bombacha Larga - Brasília / DF
  Observações:

Poesia do livro Tributo ao Payador: Poesias Gauchescas, do autor.


 
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