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Grupo Fogo de Chão:
Gaúcho

 

20/11/2010 08:19:17
TAPERA
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Existem muitas taperas,
por este Rio Grande afora,
simbolizando a Querência
da gente que foi embora,
e a deixaram solita
no descampado de agora,
restando apenas recuerdos
do rancho que foi autrora.

Tapera de muitos contos,
assombrações e dinheiro;
de derruídas paredes,
com casas de João Barreiro;
da quincha sobram pedaços,
que o velho vento Pampeiro
espalhou no pátio afora,
pela ausência dos caseiros.

Ainda resta um umbú,
que pra sombra foi plantado;
e pela volta da casa
pedaços do aramado,
no potreiro e no açude,
de aguapés atulhado;
são vestígios de um lugar,
que um dia foi habitado.

Tapera, quantas saudades
dos antigos moradores,
que por força do destino
embrenharam corredores;
o tempo foi consumindo
os teus lindos esplendores,
te deixando abandonada,
tapera dos meus amores.

Da cacimba resta pouco,
a água já não se expande;
só ficou, mesmo, recuerdos
daquela vertente grande.
Só eu te exalto, tapera,
por onde quer que eu ande;
és primeira formação,
ostentando este Rio Grande!

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  Autor: Edson Paim de Vargas
Poesia enviada Por: Edson Paim de Vargas - Quaraí / RS
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19/07/2011 14:28:08 zacarias Antunes Brandão - Pôrto Alegre / RS - Brasil
Adoro poesias e achei o lugar onde encontrá-las. Já tenho duas preferidas. Uma delas é Tapera, que lembra nossos antepassados.
Sítio: Vicente Montegia 1169
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