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Fogo de Chão:
Mulher Gaúcha

 

23/07/2011 12:16:06
GALPÃO
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Emponchados acorrem aos galpões;
e o calor que se transmitem,
explode em lavaredas no fogão.

Há timidez de gestos escondidos,
no amargo chimarrão que vai e vem;
e abraços nunca dados recolhidos,
no medo sem razão de querer bem.

Corre o mate, verde-amargo,
essência da solidão;
e o verde do campo-fora
funde aos campos do interior.

A távola redonda que conhecem
é o raso dos fins de tarde,
ao redor das chamas claras
do fogo a brotar do chão.

As palavras, poucas e contidas,
chamas acrescidas ao fogo a crepitar,
engarupam-se nos gestos quentes
da expressão rudimentar.

Vale mais a confiança adquirida,
no diário labutar contra os perigos,
do que palavras para se entenderem.
Arquipélagos de humanas solidões!

A bomba, agulha de prata,
costura seus destinos invisíveis,
com o fio invisível do amargo
e mesmo fim!

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  Autor: José Hilário Retamozo
Poesia enviada Por: Bárbara R. Feltes - Parobé / RS
  Observações:
Esta é uma poesia muito bonita! Declamei-a no meu concurso interno; e foi bem bonito! Não errei nada!
Bárbara Feltes

 
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