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Leopoldo Rassier:
Pilchas, de Luiz Coronel e Airton Pimentel

 

12/09/2011 23:37:49
TROPEL QUE ECOA NO TEMPO
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Num tropel que ecoa no tempo,
de rastros envoltos em sombras,
escolho minha própria carreira
maneando lembranças na bomba.

Sorvendo o gosto do mate,
o amargo da vida me leva
feito animal que se enrreda
no cipoal do destino.

Já fui guerreiro, índio e menino,
guarani e maragato;
e quando abri picadas no mato,
vi de longe o futuro.

Nunca tive medo do escuro
ou da bala que cruza;
e desafio quem usa
a coragem que diz ter.

Hei de morrer no Rio Grande,
de preferência na fronteira,
com a minha fronte guerreira
a olhar para o sol que desce.

E quando a morte vier,
ela ouvirá minha prece;
para o Patrão Celeste
um único pedido irei fazer:
"me deixe, Patrão bondoso,
tombar orgulhoso;
pois se nasci deste jeito,
gaúcho eu hei de morrer!"

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  Autor: Daniel Gustavo Kaemmerer
Poesia enviada Por: Daniel Gustavo Kaemmerer - Não-Me-Toque / RS
  Observações:

Poesia publicada no livro "Cheirando a pasto", dos autores Evandro Carlos dos Santos e Daniel Gustavo Kaemmerer.


 
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