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Baitaca:
A evolução me entristece, de Baitaca

 

14/09/2011 11:05:27
DE QUEM MATEIA SOLITO
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Alma grande missioneira,
que guarda restos de lua
daquelas noites charruas
vividas lá na querência.
Seu coração é um abrigo
pra uma ponchada de amigos,
que estão sempre à sua volta
e em mansas reminiscências.

Seu pensamento galopa
na lembrança de um tordilho,
amansando trocadilhos
no seu jeito de falar...
Às vezes, em meio à prosa,
sua memória vagueia;
vai desatando as maneias,
até se desenredar...

Encontra sempre um atalho,
pras coisas ainda distantes;
vai desvendando horizontes,
amadrinhando o conflito.
Pra tudo tem argumentos.
Vive à frente de seu tempo.
Seus olhos sempre vislumbram
um pouco mais que o infinito.

De vez em quando, em silêncio,
uma saudade se assoma,
vai apeando da cambona
o amargo da solidão...
Lembranças de um velho tempo
vem povoar seus pensamentos,
enquanto encilha uma charla
com o próprio chimarrão.

Traz a saga do Rio Grande
aninhada na memória;
és guardião da nossa História,
queremos ouvir tua voz!
Permita que esse guri,
que vive dentro de ti,
venha acordar a criança
que teima dormir em nós.

Às vezes, por um descuido,
se pega a ralhar com o tempo;
à sombra de um pensamento,
vai cismando com o passado.
Na garupa das pandorgas
viajam sonhos peregrinos;
e um centauro montado
no coração de menino!

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  Autor: Maria Beatriz Magalhães Santos
Poesia enviada Por: Maria Beatriz Magalhães Santos - Brasília / DF
  Observações:

Poesia dedicada ao Sr. Gedy, um grande companheiraço. A autora.


 
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05/09/2012 23:18:35 Mariza Soares - Balneário Pinhal / RS - Brasil
Gostei muito da poesia. Tanto que estou tentando decorá-la para declamar nas comemorações de 20 de setembro. Parabéns à autora!
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