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Os Bertussi:
O Tropeiro

 

03/10/2011 15:01:34
AVÔ CAMPEIRO
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Bigode branco, retorcido e largo,
amarelado de palheiro e tempo,
de ti lembro, meu avô campeiro,
cerne angiqueiro grudado à raiz;
de rusilhonas, esporas lavradas,
dois panos largos de bombacha griz.

Quando encilhavas, bem quebrado o cacho,
se atiçava meu olhar guri; 
e chuleando a tua estampa,
a própria pampa eu enxergava em ti.

E o teu mouro, que ao bancar das rédeas
ao teu entono se quedava igual,
abaralhando aos floreios da coscoja
me parecia ter o freio musical.

Avô campeiro dos conselhos buenos,
do meu petiço e do meu pão de mel,
para mim tu fostes, meu avô campeiro,
mescla de rei e de Papai Noel!

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  Autor: Ubirajara Raffo Constant
Poesia enviada Por: Pedro Oliveira - Brasília / DF
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06/10/2011 17:09:11 Evandro Carlos dos Santos - Não-Me-Toque / RS - Brasil
Um sentimento estampado em cada palavra, lembrei do meu avô! Belas palavras, um desenho campeiro nas páginas amareladas do tempo!
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