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Vilson Schmitt:
Tradicionalismo Moderno

 

20/08/2012 15:11:56
OFÍCIO DE MULHER
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Sobre a luz das lamparinas,
a cama rude no galpão
sobre o calor de algum fogão,
na maior simplicidade.
Os pelegos foram maternidade,
sem dor e sem cirurgia;
o ventre da mãe se rompia,
num ato de liberdade...
 

Depois que a criança nascia,
não tinha nenhum perigo.
Quando cortavam o umbigo,
rompia a única raiz.
A mãe gemia, feliz;
a parteira usava a tesoura
como se fosse doutora,
pra deixar uma cicatriz...

Logo se ouvia os choros,
mais um vivente nascia.
A vizinhança, toda, corria:
uma cegonha tinha chegado.
O pai ficava meio assustado
e sem poder ajudar;
no galpão ficava a pensar
o nome, padrinho e batizado.

Primor ofício dos campeiros,
que trouxe muitos ao mundo;
na profissão do amor profundo
veio o peão, patrão e doutor,
na pujança do criador,
todos da mesma maneira:
puxados pelas mãos da parteira,
a mãe velha, num ofício de amor!

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  Autor: Lauro Teodoro
Poesia enviada Por: Lauro Teodoro - Caxias do Sul / RS
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23/06/2015 21:54:41 juliana - pejucara / RS - Brasil
Eu peclamei essa poesia e ganhei o 1 lugar
Sítio: *****
22/04/2015 15:43:40 MIRIAM KARLA MACIEL - BRUNOPLLIS / SC - Brasil
Bela poesia Lauro, muito linda mesmo.Prabéns!!!!
Sítio: *****
07/05/2013 21:15:53 Vanessa - Rio das Antas / SC - Brasil
Muito bonita esta poesia! Tive que pegar uma poesia para trabalhos de aula e escolhi este "Ofício de Mulher", pois achei muito bonita e adoro esses tipos de poesias. Quero agradecer a vocês. Muito obrigada!
Sítio: *****
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