Usuário:
 
  Senha:
 
 

Os Farrapos:
Passo do Bugio

 

04/09/2012 20:48:20
HABITAT DO BUGIO
............................................................................

 

Vim agora falar de um espaço,
que outrora abundante existiu,
era mata nativa cerrada
o habitat do velho bugio.
A queimada chegou devorando,
avançando até a margem do rio,
derrubando, sem pedir licença,
esse fogo tudo destruiu; 
lamentando ver tantas queimadas,
a bugia sofria calada
e o seu ronco ninguém mais ouviu!

Ronca, ronca, bugio roncador,
que teu ronco vai ficar de herança,
ronca, ronca, esquece essa dor,
que um dia esse fogo se cansa!

Onde anda o bugio lá do mato?
Procurei, mas ele se escondeu.
Ou será que veio pra cidade,
procurar o que aqui não perdeu.          
Óh! Bugio, eu te peço agora:
reconquista o que sempre foi teu,
nossa mata nativa voltou,
está mais linda depois que choveu.
Não adianta andar perambulando,
lá na mata tem alguém chorando,
a bugia ainda não te esqueceu!

Ronca, ronca, bugio roncador,
que teu ronco vai ficar de herança,
ronca, ronca, esquece essa dor,
que um dia esse fogo se cansa!

Quero ouvir o bugio lá do mato,
com seu ronco ao longe ecoando,
e a bugia com seu bugiozinho,
galho em galho, no mato pulando.
Quero ver o Tradicionalismo,
com o povo pra frente avançando,
que o piá e a prendinha mais nova
façam prova no salão dançando;
e que antes de chiar a cambona
o gaiteiro risque a sua cordeona,
no compasso de um bugio roncando!

Ronca, ronca, bugio roncador,
que teu ronco vai ficar de herança,
ronca, ronca, esquece essa dor,
que um dia esse fogo se cansa!
 

............................................................................
  Autor: Gilmar Souza Vargas
Poesia enviada Por: Gilmar Souza Vargas - Uruguaiana / RS
  Observações:

 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
Untitled Document