Usuário:
 
  Senha:
 
 

Wilson Paim:
Prenda Minha, de Telmo de Lima Freitas

 

12/12/2006 13:03:11
PROSEANDO SOBRE ECOLOGIA
............................................................................

<img src='/images/Bambil.jpg' >

Paulo Moacir Ferreira Bambil

Vivente da face da terra
Proseio contigo meu Patrão
Dono de algum torrão
Que tem sanga pra pescar
É bom tu saber escutar
Mesmo no alto da serra
A natureza que berra
Para evitar a debanda
Do rio córrego e sanga
Derrotados nessa guerra!

Tua luta é por sobrevivência
Mas não esqueça teus piás
Querem ver gorjeios de sabiás
Bebendo água da nascente
Dos ancestrais veio a semente
E agora na sua ausência
Precisas ter consciência
Cuidando do que restou
A natureza que tu herdou
Mantém vida como essência!

Pensando que a terra é tua
Destrói com facilidade
Mas coloca a humanidade
Muito logo em declínio
Caminhando pro extermínio
Estamos todos nessa rua
Sentindo as espiras da pua
Sem podermos fazer nada
Ficamos de mãos atadas
Nas estâncias que tu atua!

O solo a fauna a flora o clima
E a água é toda a minha herança
Então não tenha desconfiança
Pois tudo que Deus te deu
Com certeza também é meu
Assim a vida nos ensina
Se hoje tu estás por cima
Mas te cuide com a madrugada
Amanhã pode não ter mais nada
O sol acaba com a neblina!

Conservando nosso habitat
Que é o tal de meio ambiente
Deixa a bugrada contente
E o piazedo do futuro
Respirando um ar mais puro
Sorvendo a seiva do mate
E seguindo nesse embate
Ao derredor dos fogões
Conscientizando as gerações
Pra insistir nesse combate!

Não desmate as tuas sangas
Com rios e matas sadias
Podemos viver muitos dias
Sem produzir-mos desafetos
Poderemos contar pros netos
Pueradas de galo e frangas
Chupando belas pitangas
Ouvindo o cantar do bem-te-vi
Fazendo muitas iscas de lambari
Pra pescaria ficar mais longa!

Tchê! Vejo-me na obrigação
De alertar poetas e professor
Bem como a todo o leitor
De mostrar a importância
Desfrutando sem ganância
O que Deus plantou no chão
Ecossistema sem destruição 
Não importa a tua idade
Temos a responsabilidade
Dignificando futura geração!

As queimadas constituem
Pro vivente grande ameaça
Como uma intragável cachaça
Destrói a flora e a fauna
Causando-nos muito trauma
As florestas se diluem
Minuano e vento se poluem
Acaba morada nos capinzais
Onde vivem muitos animais
Os ciclos não se concluem!

Desmatamento outro perigo
Tirando vegetação da margem
Não se forma mais a vargem
E as sangas desprotegidas
Vão perdendo suas vidas
E o homem vai contigo
Quando vê só seu umbigo
A orla do rio ficando careca
Fica muito raso e até seca
Todos Sofrem o castigo!

Jogar lixo nas águas
É crime contra a natureza
Termina com a pureza
Situações desagradáveis
Embora alguns biodegradáveis
Impressos com belas lavras
Assim citados com palavras
Ludibriando os humanos
Porém levam muitos anos
No leito do rio fazendo travas!

Tem ainda o óleo e a fumaça
Inseticidas e outros venenos
Gaúchos muito pequenos
Que matam animais lacustres
Não sei como esses ilustres
Que já acabaram com a caça
Não vêem o fim de sua raça
Se destruir o ecossistema
Pois nem Deus terá pena
De te tirar dessa mordaça!

Tudo o que refutamos
É a falta de comprometimento
De saber qual o momento
De preservar vidas futuras
Dos bichos e criaturas
Conservar o que desfrutamos
Se hoje nós gostamos
Dos rios matas e pescarias
Penso que tu não gostarias
De roer o osso sem tutano!
............................................................................
  Autor: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Poesia enviada Por: Paulo Moacir Ferreira Bambil - Brasília / DF
  Observações:

 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
Untitled Document