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Paixão Côrtes:
Chico do Porrete

 

20/02/2007 10:45:12
ATÉ UM DIA TEOBALDO
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Paulo Moacir Ferreira Bambil

 
Companheiro de jornadas
Bravias e pitorescas
Insulto de alas-frescas
Nos deixaste neste Galpão
Jamais pensamos que um irmão
Fosse embora de repente
Sei que não somos semente
Mas nas lutas irmanadas
Em baixo de alguma ramada
Tu estarás sorridente!
 
Que utopia é a vida
A qual não pega no tranco
Ontem mesmo em Pato Branco
Constatei tua alegria
Consoante com a simpatia
Que tu sempre demonstrara
Porém tudo isso ficara
Na mente bem protegida
Tua figura querida
Conosco sempre andara!
 
A morte pra todos é certa
E só pode ser assim
Dói muito ainda em mim
A covardia de araganos
Te cerceando muitos anos
Que podias desfrutar
Solícito a nos alegrar
Não pode atingir a meta
Te interromperam na reta
Cabrestiando pra outro lugar!
 
Em que mundo vivemos?
Onde o crime se expande
Aqui longe do Rio Grande
Neste Planalto Central
Te feriram como animal
Como quem gineteia
E nem foi em peleia
O modo que te perdemos
Atitude... Sim queremos
Antes que a coisa fique feia!
 
O teu sorriso ficará no CTG
No Jayme Caetano Braun
Nunca tu foste mau
Uma cousa te garanto
Pensando já fico tonto
Sei... Não tens culpa nenhuma
Mas como preencher a lacuna?
Não queríamos te perder...
Nada pudemos fazer
Pra livrar da morte em suma!
 
Perdeu-se o brilho da tinta
Mas ao menos ficou a cor
Te saudamos com amor...
Espere-nos noutras invernadas
Organize as noitadas
Da cultura e gauchismo
Busque sempre o nativismo
Arrojando mais a cinta
Inesquecível era distinta
Tempos idos de heroísmo!
 
Teobaldo foi tão precoce
Que baita estupidez
Assim no mais tu se fez
Ausente de Nosotros!...
Levado por um maroto
Assaltante e bandido...
Te pegaram desprevenido
Sorrindo de alma doce
Esta notícia nos trouxe
Um arrepio incompreendido!
 
Adeus meu amigo Teobaldo!
Aqui deixou muita saudade
Amigos... Que na verdade...
Em outras circunstâncias
Vão te encontrar na Estância
Do Patrão Onipotente...
Espere aí... Nossa gente!
Com os apêros do Alazão
Churrasco e bom cimarrão...
Alegre e sempre contente!
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  Autor: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Poesia enviada Por: Paulo Moacir Ferreira Bambil - Brasília / DF
  Observações: Tributo a um companheiro morto por um bandido, por alguns pilas... Fica aqui a indignação da insegurança dos cidadãos de bem. E pasmem... vivemos "na capital dos brasileiros", onde teoricamente há segurança e política social...

 
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21/02/2007 11:41:34 Maria Beatriz Magalhães Santos
Muito oportuna a poesia do Bambil, que com sua sensibilidade consegue traduzir em versos o sentimento de todos nós: impotência, pezar e saudades desse amigo que nos deixou tão cedo.
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