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Prece Telúrica, de Arabi Rodrigues
e Luis C. Lanfredi

 

21/02/2007 20:04:32
A VOZ DO GALPÃO
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Maria Beatriz Magalhães dos Santos

 
Senhor da vida e do tempo
Te aproxima, toma um mate
Senta, aqui, perto do fogo,
Vem nos fazer um costado
Que, aos poucos, irão chegando,
De gaita e violão na mão
Aqueles que juntam rimas
Pra poder falar, em versos,
Das coisas lá do seu chão.
 
Hoje a noite é de tertúlia
Não têm rédea as emoções
Os causos aqui contados
São fatos da nossa história
Que vão sendo repassados
Através das gerações
Trazemos sempre presente
Nas vozes da nossa gente
As memórias dos galpões
 
A velha panela preta,
Refúgio das iguarias,
Choraminga no braseiro...
Tem espinhaço de ovelha
Um bom arroz carreteiro
Também tem carro de boi
É o sabor da nossa terra
Com o vinho Bueno da serra
Numa partilha de amor.
 
Quando retruca com a sorte,
O gaúcho deixa o rancho
E sai campereando outros pagos
Mas leva nas mãos cansadas
Todo o segredo da lida
Pra repassar às crianças
Ensinando a tradição
E a ter amor pelo chão
Que nos destes como herança.
 
Senhor da vida e do tempo
Desta campanha alheia
Fizemos nossa querência
Mas a antiga saudade
Que plantastes em nossas vidas
Nos faz levantar a voz
Para falar de horizontes
Que apesar de tão distantes
Vivem, aqui, dentro de nós.
 
Poetas que já partiram
Mas hoje são atraídos
Pelas vozes do galpão
São os mesmos que um dia
Despertaram nossos medos
Nas lendas de assombração,
Mas na noite de poesias
Essas almas andarilhas
São fonte de inspiração
 
Temos a prata da casa
São tantos os nossos valores,
Cantores, declamadores...
Gente que inventa motivo
Pra sempre, aqui, se encontrar,
Gente que escreve com a alma
Rente à ponta dos dedos
Que deixa a mostra seus medos
Para aprender a superar...
 
Acho até que és Deus campeiro
Porque está sempre aqui
Mas só quem tem luz na alma
Consegue te descobrir...
No luar do olhar da prenda
Ou na voz doce de um peão
Senhor do tempo e da vida
Estende a tua mão comprida
E abençoa este galpão.
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  Autor: Maria Beatriz Magalhães Santos
Poesia enviada Por: Maria Beatriz Magalhães Santos - Brasília / DF
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16/09/2008 21:23:19 Ivete Ciotta Oliveira - Três de Maio-RS / RS - Brasil
Olá, Bia! Fiquei feliz lendo sua poesia. Nos versos lembra bem os amigos que tenho e que gostam sempre de estar envolvidos no galpão, onde a gauchada se encontra para tomar chimarrão.
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02/08/2007 22:23:50 SILVIO ZMIJEVSKI - CHAPECÕ / SC - Brasil
MBEATRIZ. li e reli tua poesia. Adotei-a, passo a declamá-la no meu rancho que se chama, 'RELINCHO", lá no Lajeado Grande.SC. Há, prometo declamá-la, no Alegrete quando lá irei na Semana Farroupilha, desfilar com o piquete,"JAULA FARRAPA", do |Patrão Dr.Abel Custódio.
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26/02/2007 17:59:53 JOSE VALMOR OLIVEIRA - SÃO VALÉRIO TO / TO - Brasil
Querida Beatriz fiquei emocionado quando li sua poesia parabem pela autenticidade e pode ter certeza que a cultura gaucha tem dono sao pessoas como nós que mesmo estando lonje do pago temos no sangue o gauchismo a corajem de estampar en nos o verdadeiro gaucho que imfelismente estão pouco. um forte quebra costela, do tamanho do Rio Grande, Obs. em tambem gosto de escrever estou escrevendo um livro sobre a cultura gaucha, nesse mesmo site tem uma poesia minha publicada "Pia de Estância" leia por gentileza. até um outro momento se o patrão velho das alturas nos permitir.
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22/02/2007 18:18:40 Paulo Bambil
Bia, que prazer imenso ler sua poesia, também demonstra a galhardia e sensibilidade que tens dos dias... E das coisa da nossa terra, O meu agradecimento encerra Contido no coração chucro Asim como se joga truco... Até gravei no calendário, Da minha poesia o comentário!
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