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Miguel Marques:
Alma de Campeiro

 

10/05/2007 20:29:30
MÃE SANTA
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Paulo Moacir Ferreira Bambil
 
 
De chinoca à mãe Santa
Quando posso desfrutar
De teus ouvidos a me escutar
Mesmo que tenha te dado desgosto
Tu ficas admirando o meu rosto
Mãe bondosa que acalanta
No teu colo quando carente
Me sinto dentro do teu ventre
Os maus fluídos tu espantas
Recobrindo meu ser de esperanças
 
Pensar que um dia fui retovado
Não ouvindo teus conselhos
Mas os teus olhos vermelhos
Sentidos cheios de lágrimas
Pois já viram essas páginas
Escritas num recente passado
Tu já conhecias o atalho
Pra eu não passar trabalho
Hoje eu sei do teu legado
E sigo a risca com cuidado
 
Pra ti ainda sou criança
Ainda recomendas ao sair
Não ande no frio pra não tossir
Inspeciona se estou agasalhado
Não deixa eu sair destrambeliado
Vai chegar tarde das andanças?
E ao chegar não te intimida
Me chame pra esquentar a tua comida
Namore com muita segurança
Pra não me fazer outra criança!
 
Hoje eu te peço meu perdão
Pois não percebi tua velhice
Eu sei que é uma grande tolice
Mas vem do meu coração
Arrependo-me de ter sido folgado
Vamos viver com papel trocado
Teus filhos já são veteranos
Mesmo querendo andar sozinha
Agora cuido eu da minha rainha
Pra tu viveres por muitos anos
 
Há filhos que não tiveram o privilégio
De crescer ao lado da genitora
Com a segurança da pastora
Não sabemos o sacrilégio
Se foi crime ou enfarto
Ou se morreu na hora do parto
Mas há os que foram abandonados
Por suas mães imaturas
Faço parte dessas criaturas
São erros que estão perdoados
 
Filho que não teve a mãe por perto
Porque pai se encontra de monte
Espero que não se afronte
Mãe é só uma e isto é muito certo
Faça de conta que ela está presente
Perdoe o tempo que esteve ausente
Tire o teu coração desse deserto
Toda a mágoa vê se esquece
E com amor faça a ela uma prece
Teu caminho ficará sempre aberto
 
Mãe que já partiu desta vida
Foi criar na estância grande
Espero que tu me mandes
Os teus fluídos aí de riba
Pois estou criando teus netos
E eles precisam dos teus afetos
Aqui sem tu, a coisa é sofrida
Vou pelegueando com a sorte
Tentando ser amável, porém forte,
Pois quero ver essa gente crescida.
 
Mamãe, mamãe minha santa
Sei que também não sou eterno
Quero passar outros invernos
Porém uma coisa me garanta
Me deixe um lugar junto de ti
Pra quando eu me for daqui
Adivinhar o tempo não adianta
Mesmo que tenha pouca idade
Saiba o caminho da verdade
Protegido com a tua manta...
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  Autor: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Poesia enviada Por: Paulo Moacir Ferreira Bambil - Brasília / DF
  Observações: Poesia dedicada com carinho à todas as mães: às que estão entre nós e, também, as que já se foram...

 
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24/04/2008 08:39:40 sabrina vargas rodrigues - sao miguel do oeste / SC - Brasil
Suas poesias me inspiram, me abrem caminhos. Crie muitas outras, muitos gestos de vida e luz...
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